terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O donativo do Capitão Silvestre (Conto), de Bernardo Guimarães


O donativo do Capitão Silvestre
 
Pesquisa e atualização ortográfica: Iba Mendes (2017)

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Quereis saber a história do donativo que fez o capitão Silvestre para a guerra contra os senhores ingleses? Posso contá-la, porque me achava em Óbidos nessa ocasião e fui testemunha ocular do fato. Era no ano de 1862 e chegara do Pará o vapor Manaus, trazendo notícia circunstanciada do conflito levantado pelo ministro inglês William Dougal Christie a propositadas reclamações de súditos brasileiros e ingleses que deviam regular-se pela convenção de 2 de junho de 1858, e sob o pretexto da prisão de alguns oficiais da fragata Forte. A atitude arrogante e violenta de Christie indignara o povo, despertando o pundonor nacional, e agitando patrioticamente os ânimos.

Correra uma faísca elétrica do Sul ao Norte do Império e a corda do sentimento de nacionalidade, adormecida desde as sangrentas lutas da nossa integração política, posteriores à independência, vibrou sonoramente no coração dos paraenses. Os filhos da Amazônia ainda sentem girar-lhes nas veias o sangue de Paiquicé e de Patroni. No fundo todos temos ainda alguma coisa dos cabanos de 1835. O governo imperial, receoso de uma luta armada com a Inglaterra, apelava para o patriotismo dos brasileiros, e enquanto a intervenção dos reis de Portugal e da Bélgica procurava dar uma solução amigável à pendência, tratava o gabinete de São Cristóvão de promover o armamento do país, e fora lembrado o meio das subscrições populares, para remediar a carência de recursos no tesouro público.

Invocava-se o nunca desmentido patriotismo dos paraenses; pintava-se o insulto do inglês com cores carregadas e os agentes oficiosos, tanto pela imprensa como pela propaganda oral, procuravam incendiar os ânimos, lançando nos corações a centelha que gera os heroísmos.

Em Óbidos a agitação era muito grande. O coronel Gama, chefe do Partido Conservador, e o juiz municipal, bacharelzinho ardente e desejoso do hábito da Rosa, eram os incumbidos de angariar donativos para o projetado armamento, e não descansavam, valha a verdade, emulando um com o outro numa grande dedicação patriótica.

Mal apontara o vapor Manaus, e já a notícia vaga, incerta, obscura, exagerada pela viva imaginação amazonense circulava com a rapidez do telégrafo. Já se julgava declarada a guerra, e os mais prudentes tratavam de reunir as suas alfaias e de pô-las a bom recado.

Os mais ignorantes tremiam de susto à ideia de ver surgir no porto de cima um navio de guerra de S. M. Britânica, pejado de canhões negros e ameaçadores.

O Eduardo Inglês, no seu sítio da outra banda, não se julgava seguro da vida, com medo do José do Monte, que prometera tirar-lhe o cacaual por demanda.

As listas de subscrição enchiam-se com verdadeiro delírio.

Afluía à cidade o povo dos arredores, trazendo ovos, galinhas, bananas, cacau seco e alguns magros cobres azinhavrados com que cada um dos subscritores concorria para a compra do armamento. Desde a importante soma de quinhentos mil-réis, assinada pelo coronel Gama e por dois ou três negociantes da cidade até o produto de meia dúzia de ovos de galinha, trazidos por alguma velha tapuia, havia donativos de todos os valores, e nada mais tocante do que ver a humilde fiandeira de algodão, o simples pescador de tartarugas lançar mão do único recurso que tinha em casa, uns ovos, uma cuia pintada, um rosário de contas ou o “bacamarte” de ouro, que representava a economia de muitos meses, talvez de anos, para levá-los orgulhosamente ao coronel Gama, a fim de o ajudar a vencer os navios de guerra da rainha Vitória!

Santo patriotismo popular, quantos heroísmos humildes e obscuros tens produzido nas épocas decisivas da nossa história!

Alma generosa do povo brasileiro, quão mal apreciada és pelos eternos faladores da Câmara dos Deputados!

Havia mais de 24 horas que em Óbidos ninguém se ocupava senão da Inglaterra, dos ingleses, de Christie e das eventualidades da guerra. Grupos formavam-se nas esquinas, às portas das lojas, em conversações agitadas e inquietas.

O juiz de direito, recém-chegado de Santarém, saíra duas vezes de casa do capitão Severino de Paiva, que o hospedava: uma vez para ir à Câmara Municipal, onde se achavam reunidos os vereadores, e outra para conferenciar com o comandante da fortaleza.

O delegado de polícia andava de fitão verde e amarelo a tiracolo, ora muito agitado puxando nervosamente pelos punhos da camisa e relanceando os olhos a todos os lados, ora medindo o passo com gravidade solene, cônscio de que desempenhava um papel conspícuo.

O próprio vigário, o pacífico padre José, perorava nas esquinas, com gesto alevantado, a face incendida de entusiasmo, sobraçando marcialmente a capa e teimando em chupar um cigarro apagado.

Pairava naquele dia sobre a cidade uma atmosfera de entusiasmo patriótico que por vezes cedia a um sentimento de terror vago e inconsciente. As histórias, as observações, os comentários, as invenções sobre os ingleses abundavam.

Alguns sujeitos tidos por avisados, narravam, cercados de tapuios boquiabertos, o que haviam ouvido a viajantes sobre os costumes e a religião daquela gente que, farta de esmurrar-se em família, estava tentando reduzir-nos à escravidão e ao opróbrio para livremente e sem peias comer-nos as bananas e as laranjas dos quintais, com cascas e tudo.

Saindo do seu mutismo tradicional, o escrivão Ferreira contava numa roda de senhoras que os ingleses não querem saber de santos, que adoram uma cabeça de cavalo, e se divertem socando as ventas aos amigos, para lhes aliviar com essa amistosa operação o cérebro sujeito a congestões violentas, pelo vapor da cerveja que sobe do estômago.

Afirmava o Marcelino que os ingleses faliam atrapalhadamente para melhor esconder os seus segredos e surpreender os nossos, e repisava o caso do tal que não entendia o português quando lhe cobravam uma conta.

O José do Monte jurava por Santo Antônio que vira o Eduardo Inglês devorar queijo bichado, abacate com azeite e vinagre, e a alface crua, sem tempero, como um boi a comer capim.

O professor Gonçalves explicava, mas sem que o acreditassem muito, que numa cidade de Inglaterra chamada Escócia, os homens andavam de pernas de fora, como os caboclos do mato, com roupas de muitas cores, e a maior fidalguia da terra vivia roubando nas estradas e bebendo vinho até cair debaixo da mesa, que era essa a sua maior glória; lera-o num livro que lhe emprestara o Antônio Batista, livro escrito por um tal Walter Scott, inglês de nação.

O que mais entusiasmava a rapaziada era ouvir o capitão Matias, valentão dos quatro costados, exclamar muito cheio de si:

— Pois vocês, meu povo, estão com medo dos tais ingleses “comes frangues com batates?” Pois não sabem que os ingleses só prestam no jogo do soco, e que têm à arma branca um horror dos diabos? Eles são grandes em linha, a cem braças de distância, armados de suas espingardas aperfeiçoadas. Não arredam pé, morrem como moscas, sem deixar o seu lugar. A isso deveram a famosa vitória de Waterloo...

Mas corpo a corpo, braço a braço, em combate a baioneta, não valem dez réis de mel coado, afianço eu. Um herege inglês vendo uma boa faca de ponta, uma bicudinha bonita, fica logo que nem cera, branco de meter pena. Quando eles desembarcarem aqui, é metermo-nos no mato, depois cairmos-lhes de improviso em cima com uma boa carga a baioneta, e não fica um só para remédio. Esses tratantes têm tanto horror ao sangue que o rei deles, para que não desfaleçam de susto nas batalhas, manda-os vestir a todos de vermelho. São uns maricas, digo-lhes eu!

Toda a gente ria, gozando as bravatas do Matias; os rapazes, cheios de boa vontade, antegozavam o prazer de espetar meia dúzia de ingleses na ponta de uma faca americana.

Em outro grupo, formado pela gentinha, um ex-praça de linha, natural do Rio, carioca da gema, o Antônio da Ribeira, abundava no juízo expendido pelo capitão Matias:

— Vocês hão de ver que os ingleses não chegam por cá. Só os capoeiras da minha terra dão cabo deles, é o que lhes digo. Pois isso é lá gente que resista a uma rasteira e a uma cabeçada em forma, dada com arte? E mais pelam-se de medo das navalhas!...

E em apoio da sua opinião, o Antônio da Ribeira narrava com entusiasmo:

— Uma vez um camarada meu, ele era dos Permanentes da Corte, que é minha terra. Esse meu camarada levou dois ingleses para a estação, sem desembainhar o terçado. Os ingleses atacavam a murros e “goddemes”, e o Permanente era só rasteiras e cabeçadas, e zás! Trancafiou os bifes no xilindró. Pois se eles estão sempre bêbados como se para eles a festa da Penha fosse todos os dias!

A animação e o entusiasmo patriótico cresciam. À tarde as listas de subscrição continham mais de duzentos nomes.

O coronel Gama estava contentíssimo, e o juiz municipal sentia uma emoção crescente mirando de soslaio a lapela do casaco, com visões do hábito da Rosa.

Na botica do Anselmo discutiam-se os fatos. Uma pessoa lembrou que não estava nas listas o Capitão Silvestre.

— Já temos nove contos de réis, dizia o coronel Gama. O Capitão Silvestre há de inteirar a dezena.

— Eu me incumbo de lhe falar, de convencê-lo com jeito — adiantou o juiz municipal.

— Não há de custar muito a convencê-lo, observou secamente o Gama. O Silvestre não recusa o seu concurso, tratando-se de desafrontar a honra nacional.

— Vocês o dizem... — resmungou azedamente o boticário.

— Tenha paciência, Anselmo — retorquiu o coronel. Você tem lá suas razões de zanga com o Silvestre; mas o homem é um patriota às direitas, provou-o muito bem na cabanagem. Vocês lembram-se do que ele fez quando os rebeldes quiseram entrar em Óbidos?

— Quem se não lembra?

— O Capitão Silvestre ao tempo em que era um simples negociante fez o que todos sabem. Que não fará agora que é o homem mais rico de Óbidos?

— Bem lembra a cabanagem — disse o padre José, desfazendo um cigarro. — O Silvestre e os filhos carregaram à cabeça pedras para as fortificações. Correra que os rebeldes estavam a poucas léguas da cidade, e o terror era geral. A maior parte das famílias preparou a fuga para Manaus. O Capitão Silvestre fechou a loja, saiu para a rua, animou os timoratos e convenceu a todos de que era melhor resistir do que abandonar a povoação a meia dúzia de tapuios tontos. E para juntar o exemplo à palavra, ele e os filhos, as crianças inclusive, carregavam à cabeça as pedras necessárias para fortificar a cidade, que a sua energia salvou do saque.

Por entre as baforadas de fumo dos cigarros, tendo por principal assunto o Capitão Silvestre, a palestra prolongou-se. Gabaram a sua generosidade, a sua riqueza e o seu patriotismo. Silvestre era um dos mais abastados negociantes e fazendeiros do município.

A sua incrível atividade, que contrastava com a indolência geral, a sua inteligência ilustrada pela leitura constante de bons livros, fizeram-no um industrial progressista que sabia aproveitar os elementos postos à sua disposição pela soberba natureza do Amazonas.

Não cessavam elogios de amigos e censuras encapotadas de invejosos, quando, mesmo a talho de foice, contou alguém que passava, que o Capitão acabava de abeirar ao porto de baixo na sua grande galeota de negócio.

Entre o Gama e o juiz municipal formou-se o acordo de irem juntos

À casa do homem, apresentar-lhe a lista de subscritores.

O Capitão, à vista de seus precedentes, não assinaria menos de trinta “bacamartes” para tão patriótico fim.

O “bacamarte” era uma moeda de ouro dos Estados Unidos que corria então com abundância no interior do Pará. Valia pouco mais ou menos, trinta e seis mil-réis da nossa moeda.

Com a subscrição do Silvestre, as somas obtidas em Óbidos passariam de dez contos. Obtidos, o Gama e o juiz municipal fariam um figurão.

O Capitão Silvestre acabava de chegar à sua grande casa da rua de Bacuri. Os baús ainda estavam espalhados na sala térrea que dá para a travessa da rua do Porto, e sobre um deles sentara-se negligentemente o fazendeiro, à espera de que viessem iluminar a sala ainda escura.

Era um homem de cerca de sessenta anos, de estatura meã, nervoso e seco. Os cabelos grisalhos, cortados à escovinha, davam-lhe à fisionomia um ar severo.

Exprimia-se bem, mas todas as suas palavras tinham um tom autoritário, proveniente do hábito de mandar.

Nas suas grandes fazendas de cultura e de criação, uma ordem sua era obedecida sem réplica, não só pelos escravos e agregados, mas ainda por todos os vizinhos que ele protegia, mas que o respeitavam como a um superior.

Tendo-o visto chegar fui vê-lo.

Recebeu-me familiarmente, sem levantar-se do baú em que se assentara.

Conversávamos alegremente sobre a colheita do ano, quando avisaram a visita do coronel Gama e do juiz municipal. Acendeu-se um lampião de azeite. As visitas foram recebidas na mesma sala em que nos achávamos.

O Gama e o juiz municipal entraram com ar solene, e sentaram-se gravemente.

— Senhor Capitão, começou o juiz pausadamente, vossa senhoria já sabe talvez o motivo da nossa visita, e julgo que nada teremos a acrescentar a fim de obtermos aquilo pelo que viemos à sua casa.

O juiz estava enganado. O Capitão não sabia do que se tratava.

— Pois então vamos pô-lo ao fato de tudo! — prometeu com ênfase o coronel Gama.

Mas o bacharel não lhe deu tempo para cumprir a promessa. Endireitou-se na cadeira e com um acionado brando, medido, elegante, expôs:

— Os brios nacionais, Sr. Capitão, acabam de sofrer uma sangrenta afronta de um representante oficial da velha Albion.

— Da Inglaterra... — explicou o Gama, complacente.

— Não me admira isso, murmurou o Silvestre com os lábios meio fechados. E o governo?

— Aí é que pega o carro! — exclamou o coronel Gama, dando uma forte palmada na perna direita.

— Eis aí a questão, that is the question, como dizem os tais ingleses, ou hoc opus hic labor est, como diziam os romanos do outro tempo.

E o juiz municipal, tendo assim mostrado a sua erudição em línguas, continuou:

— O governo não podia conservar-se indiferente ao insulto do bretão à dignidade nacional, mandando aprisionar navios brasileiros em plena paz e dentro da formosa baía de Guanabara. Entretanto as circunstâncias eram críticas. O inglês ameaçava a cidade do Rio de Janeiro, que não está preparada para a defesa, e o nosso país, como todos nós sabemos, não pode lutar de frente com as hostes da soberana dos mares. Daí a necessidade da prudência, como muito bem compreendeu o gabinete imperial. O governo brasileiro, apesar de ter carradas de razão, pois se escudava numa convenção solene e na direito das gentes, limitou-se à via diplomática...

— Satisfações pelo insulto recebido! — exclamou o Capitão Silvestre com um relâmpago no olhar.

— Que quer? — desculpou o Gama, o país não estava preparado...

— E não o está ainda, corrigiu o juiz. Demais não foram propriamente satisfações que deu o Brasil, mas explicações sobre a demora dos processos arbitrais, e enquanto isso, tratou o governo de preparar o país para uma luta possível. E como as finanças... O estado pecuniário não é lisonjeiro, resolveu recorrer ao nunca desmentido patriotismo dos brasileiros...

— Ah! — fez o capitão Silvestre, sentando-se pesadamente no baú.

— Já vê vossa senhoria senhor Capitão, que o governo não contou em vão com esse sentimento inato no coração de todos os filhos da terra de Santa Cruz. Por toda a parte formaram-se espontaneamente comissões e organizaram-se listas, e os donativos afluem com entusiasmo que faz honra ao nosso povo, e que há de mostrar a Sir William Christie que não se esbofeteia impunemente a uma nação briosa.

— Cá em Óbidos, acrescentou o Gama, aproveitando a pausa, o resultado excede a expetativa.

E com orgulho:

— O presidente da província há de se convencer que vale muito ter amigos dedicados. O governo não pode ser indiferente às provas...

Sim, a tudo que temos feito. Eu, o Vitorino, o Figueiredo, o Nunes, e o Machado assinamos quinhentos mil-réis cada um! O Antônio Batista, aquele forreta, dez “bacamartes” de ouro!

E o coronel Gama mostrava as listas cheias, que sacara da algibeira interna da sobrecasaca de pano fino, lustrosa e grave com passadeiras de cordão de seda.

Mas o astuto bacharel não perdeu a ocasião de lhe dar um “xeque-mate”. Tirou do bolso do fraque um papel que desdobrou com elegância, dizendo:

— No alto da minha lista ficou um lugar destinado a assinalar a generosidade e o patriotismo do Capitão Silvestre, o mais abastado fazendeiro do município...

Ergueu-se o Capitão Silvestre denunciando no rosto uma resolução enérgica. O juiz puxou o lápis da carteira, e ofereceu-lhe graciosamente, todo curvado, antegostando o prazer de alcançar um donativo valioso que mostrasse a sua influência e o seu prestígio no lugar em que exercia a judicatura. Recusou Silvestre o lápis com um gesto galhardo:

— Escreva vossa senhoria mesmo, Sr. Dr. “Silvestre José Rodrigues de Souza...”

— Silvestre... José... Rodrigues... de Souza — repetiu o juiz, pronunciando cada nome à medida que escrevia no alto duma lista, curvado sobre uma pequena mesa de cedro onde estava o lampião.

Quando acabou de escrever os nomes todos, voltou-se risonho de esperanças para o Capitão Silvestre, perguntando:

— Com quanto subscreve?

— Escreva — tornou o Capitão. — Escreva vossa senhoria.... Cem bacamartes...

— Cem “bacamartes” de ouro! — exclamaram uníssonos o juiz e o coronel, transportados de admiração e de inveja, pela generosidade da dádiva principesca, que deixava a perder de vista os faustosos quinhentos mil-réis do Figueiredo, do Machado, do Nunes, do Gama e do Vitorino.

— Cem “bacamartes” de ouro! — repetiram num aturdimento cheio de miragens de condecorações.

— Cem bacamartes — afirmou o Capitão Silvestre com indignação concentrada.

E logo bradou numa explosão de cólera que acaçapou os dois amigos, metendo-os pelo chão abaixo:

— E quinhentos cartuchos embalados para guerrear esse governo que barateia os brios da Nação!

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