sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Provérbios e Máximas: LEITURA


  • A leitura deve ser para o espírito, como o alimento para o corpo, moderada, saudável e de fácil digestão.
     
  • A leitura, como a comida, não alimenta, senão digerida.
     
  • A leitura é inútil a algumas pessoas; as ideias lhes passam em pé sobre a cabeça.
     
  • O amor da leitura é um presente do céu.
     
  • Montesquieu dizia que nunca houve tristeza que resistisse a uma hora de leitura.
     
  • A leitura encanta os felizes e consola os desgraçados.
     
  • Enquanto se pode ler não se é completamente infeliz.
     
  • Amar a leitura, é fazer uma troca das horas de tédio por horas de delícias.
     
  • A leitura é um estado misto entre a conversação e a reflexão, que não tem nem a frivolidade de uma, nem a fadiga da outra, e reúne as vantagens de ambas.
     
  • Assim como colhendo rosas temos o cuidado de evitar os espinhos, colhendo dos livros o que neles há de bom, devemos evitar tudo o que neles há de nocivo.
     
  • Nós lemos para nos tornarmos mais hábeis. Se lêssemos para nos tornarmos melhores, logo ficaríamos mais hábeis.
     
  • Lendo-se pela primeira vez um bom livro, experimenta-se o mesmo prazer que se experimentaria se se adquirisse um novo amigo: relê-lo, é um antigo amigo que se recebe.
     
  • Os olhos do leitor são mais difíceis que os ouvidos do espectador.
     
  • Quando uma leitura vos elevar o espírito, e vos inspirar sentimentos nobres, não procureis outra regra para julgar da obra.

Provérbios e Máximas: LEI

  • As leis devem ser a expressão da vontade geral: de outra sorte não são senão atos de tirania.
     
  • Onde as leis não são senão a vontade dos mais fortes, todas as vontades dos poderosos podem tornar-se leis.
     
  • As boas leis e as que mais duração prometem são aquelas que estão escritas nos costumes, antes de o serem nos códigos.
     
  • As melhores leis do mundo, consideradas abstratamente, podem ser fatais à sociedade, que para elas não está preparada.
     
  • Sólon dizia que não dera aos atenienses as melhores leis, mas aquelas, que eles eram capazes de suportar.
     
  • As leis devem ser claras, precisas, uniformes. Interpretá-las, é corrompê-las.
     
  • As leis devem ser a justiça escrita, como o governo é a força concentrada.
     
  • As leis carecem de força quando não tem por base a moral.
     
  • Aquilo que se pode fazer pelos costumes, independentemente das leis, não se deve fazer pelas leis.
     
  • As leis se complicam quando se multiplicam; e a justiça se confunde e se perde no labirinto das leis.
     
  • A multiplicidade das leis depõem contra os costumes, e a multiplicidade dos processos depõem contra as leis.
     
  • De que servem as leis sem os costumes?
     
  • É necessário que as leis se façam de acordo com o gênio dos povos; aliás nem deve esperar-se que concorram para a sua felicidade, nem que subsistam.
     
  • A subsistência das leis não depende de que elas se gravem no mármore ou no bronze, mas de que estejam escritas nos corações.
     
  • As leis inúteis enfraquecem as leis necessárias.
     
  • Quanto mais se aumenta o número das leis, mais elas se tornam desprezíveis.
     
  • É essencialmente má toda a lei que quer especificar tudo.
     
  • Um grande número de leis em um Estado, é um sinal de decadência; como um grande número de médicos à cabeceira de um enfermo, é um sinal de perigo.
     
  • Os soberanos governam os povos, e as leis governam os soberanos.
     
  • Os governos não são fortes senão pelas leis. Se lhes substituírem o arbítrio, vê-los-eis abalados.
     
  • Por mais elevados que vós possais ser, a lei está sempre acima de vós.
     
  • Quem se quer colocar acima das leis, põe-se fora da lei.
     
  • As leis são o escudo da inocência, o freio dos maus, o terror dos criminosos.
     
  • Para fazer as leis é necessário rigor, e prudência para as executar.
     
  • As melhores leis são inúteis, quando não são executadas; perigosas, quando o são mal.
     
  • As leis são como as teias de aranha: as grandes moscas rompem-nas, e só as pequenas se prendem nelas.
     
  • Se as leis são más, o homem social é pior e mais infeliz que o homem da natureza.
     
  • A lei deve ser como a morte: não excetuar pessoa alguma.
  • As leis de exceção são empréstimos usurários, que arruínam o poder quando parecem enriquecê-lo.
  • Falta sempre às leis dos homens, o que pertence às da natureza: a inflexibilidade.
     
  • A necessidade faz a lei, e não se resigna a recebê-la.
     
  • A lei penal, que não é justificada pela necessidade e pelos costumes, não é senão uma calúnia contra a sociedade.
     
  • As leis absurdas por si mesmas se destroem.
     
  • As leis tirânicas são uma sementeira de ódio, cuja colheita é a vingança.
     
  • As leis de circunstancias são abolidas por novas circunstancias.
     
  • As leis, que são a mais bela das invenções, não têm podido assegurar a tranquilidade dos povos, sem que lhes diminuam a liberdade.
     
  • As leis penais são fortes barreiras contra os crimes manifestos; os crimes ocultos não são do alcance das leis.
     
  • A velhice das leis é sagrada, como a dos homens é venerável.
     
  • Perguntado Pausânias porque no seu país se não queria alterar lei alguma antiga, respondeu: É porque é necessário que as leis dominem os homens, e não os homens as leis.
     
  • Tempere-se como se quiser a soberania de um Estado; nenhuma lei é capaz de impedir um tirano de abusar da autoridade.
     
  • O último grau de perversidade, é o fazer servir as leis à injustiça.
     
  • O maior inimigo que tem aparecido das leis, e o antigo rifão, que a salvação do povo é a suprema lei. Ela tem atravessado um grande número de séculos, forjando cadeias, derramando sangue, despovoando a terra.
     
  • A lei do Senhor é mais durável que o ouro, mais preciosa que as pedrarias, mais doce que o mel mais precioso.
     
  • Os mais sábios legisladores são aqueles que tratam mais de reformar que de inovar; e que mais acertados esforços praticam por travar este mundo com o outro, a vida presente com a vida futura.
     
  • Querendo-se saber de Arquidamo, quem era o Senhor de Esparta, Arquidamo disse que as leis, e depois delas os magistrados em conformidade com as leis.
     
  • Perguntando-se a um Rei de Esparta, como tinha ele sido banido, sendo Rei, respondeu: É porque lá prevalecem as leis.
     
  • Bias chorava condenando um homem à morte. Se choras, se lhe disse, por que o condenaste? É necessário, respondeu ele, obedecer à lei e seguir a natureza que nos inspira a piedade.
     
  • Era admirável aquela inscrição das Termófilas: Peregrino, vai dizer a Esparta que nós estamos aqui mortos, por obedecermos as suas santas leis.