quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Trovas Ciganas (Trovas, 1925)


Trovas Ciganas
(1925)

Eu sou triste como é triste
Da lua o frouxo clarão
Quando reflete na campa
De quem viveu na aflição.

É feliz esse que diz
Que sua mãe inda tem.
Depois que perdi a minha,
Já não sei quem me quer bem.

Um sorriso dos meus lábios
Não é sorriso, é gemido:
Do sentir mudei a forma
Pra não ser aborrecido.

Morre, quem deve viver;
Vive, quem deve morrer...
Os contrastes deste mundo
Eu os não posso entender...
MELO MORAES

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