domingo, 14 de agosto de 2016

A fala humana não altera a direção do vento









A fala humana não altera a direção do vento


“Julguem os homens e falem de ti como lhes aprouver: suas palavras não transporão as estreitas regiões terrestres, nem se renovará o seu eco; morrerá com uma geração, extinguindo-se no esquecimento da posteridade”
 (Cícero, “Da República”).
 Sinceramente não consigo entender o porquê de tantas pessoas passarem uma noite inteira sem dormir só pelo fato de alguém ter falado mal delas. Sim, pois, o quem dizem de mim em nada alterará a direção do vento. Apesar de tudo, o Sol continuará brilhando com todo o seu fulgor, e as ondas do mar permanecerão em grande afluência, agitando-se conforme as leis da natureza.
Filho da puta, burro, chato, veado, canalha...  Que falem de mim, que desçam as águas das injúrias, que desabem os precipícios das discórdias, que descarreguem os trovões das injustiças, que se movam os vulcões das bocas difamatórias, todavia, como um ingênuo peixinho que não se incomoda com o barulho das águas, da mesma forma ignorarei  os gritos daqueles que, para viver, precisam falar, e falar, e falar, e falar...até que o túmulo os façam calar, e calar, e calar, e calar...

É isso!


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Por: Iba Mendes (2005)

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