sábado, 7 de outubro de 2017

Edelweiss (Conto), de Delminda Silveira


Edelweiss

Pesquisa e atualização ortográfica: Iba Mendes (2017)


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— O que farias tu para me provares o teu grande afeto? pergunta a loura Margarida a seu enamorado Alberto!


— Oh! Se assim te apraz, responde-lhe afoito o mancebo, subirei ao mais elevado dos Alpes, e, com risco de minha própria vida, arrancarei a flor que nasce em suas geleiras para a depositar no teu seio como troféu do meu incomparável amor!

— Pois bem; a bela torna, vai, traz-me o Edelvais; eu te esperarei no vale. Ei-lo a escalar a imensa cordilheira, suspensa por sobre o abismo que o fascina. Lá viceja a linda flor; um instante mais, e colhê-la-á. Estende a destra, firmando-se sobre a esquerda que segura fortemente uma planta da montanha; agora sim: tocou-a, prendeu-a... mas, no movimento que faz quebrando-a ao hostil, perde a segurança e despenha-se na voragem profunda!

Um grito de dor atroz reboou no vale; uma mulher parou a beira do precipício, sua vista mediu-lhe a profundeza e a vertigem derrubou-a!

Só a Morte ciumenta e cruel! guardou no frio seio o precioso e fatal

Edelvais!

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