terça-feira, 16 de outubro de 2018

As Pombas, de Teófilo Gautier (Poema Traduzido)


Autor: Teófilo Gautier
Tradutor: João Rialto
Ano: 1949.

As pombas

La no outeiro, onde estão as sepulturas,
Se ergue o penacho verde da palmeira
Que, mal as horas vão ficando escuras,
É das pombas morada passageira.

Pela manhã, dos ramos debandando,
Qual um colar que fosse desenfiado,
Alvas, se espalham, o ar azul cortando,
E longe vão pousar nalgum telhado.

É a árvore' minh'alma, onde, à noitinha,
Brancas visões, quais pombas, dos céus caem;
De asas vibrando, o enxame aí se aninha,
Mas ao primeiro alvor logo se esvaem...


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Pesquisa, transcrição e adaptação ortográfica: Iba Mendes (2018)

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