sábado, 19 de janeiro de 2019

"Não, ainda!..." (Emilianas)



Não, ainda!...

Um dia Emílio de Menezes, que morava num arrabalde tranquilo, chegou à cidade, por motivo fortuito, ao nascer do sol; e ao passar por um boteco conhecido, encontrou ali Olavo Bilac, triste, ao lado de um amigo sonolento, diante de uma garrafa.

— Bilac, já?!... perguntou o poeta dos "Olhos Funéreos".

E Olavo Bilac, na plena mocidade da sua glória e dos seus vinte e oito anos, respondeu com a mais perfeita dignidade:

— Não, ainda!...
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Revista Fon-Fon, 20 de abril de 1918
Pesquisa e adaptação ortográfica: Iba Mendes (2019)

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