sábado, 12 de janeiro de 2019

Um sopro... (Trovas, 1935)


Um sopro...
(1935)

Um sopro, um nada, uma nuvem
Tolda a pureza do céu;
brilha a beleza um momento,
e num momento morreu.

É que o destino das coisas
lembra destinos humanos;
duram as rosas um dia;
mas os ciprestes cem anos.

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