sábado, 19 de janeiro de 2019

Veterinário (Emilianas)



Veterinário


Emílio de Menezes achava-se uma vez, à tarde, na Confeitaria Colombo, em companhia de um jovem conterrâneo do sul, recém-formado em medicina.

Nesse momento aproxima-se um conhecido.

Emílio apresenta o esculápio ao adventício:

— O meu amigo e conterrâneo do Dr. Fulano.

— Advogado? pergunta o recém-chegado.

— Não, tornou o Emílio, veterinário.

— É brincadeira, volveu logo o esculápio. Eu sou médico. O Emílio me chama veterinário, porque eu estou tratando dele...

Dessa vez pelo menos o satírico poeta se deu mal.


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Revista Careta, 26 de abril de 1920
Pesquisa e adaptação ortográfica: Iba Mendes (2019)

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