domingo, 3 de novembro de 2019

Afrânio Peixoto: Mascates (História do Brasil)



Mascates

Em 1710 é uma reação sedentária, mas parecida, que se pronuncia ao Norte: são os “Mascates” e a sua guerra. Os proprietários de bens e engenhos em Olinda não viam com bons olhos o progresso do Recife, onde negociantes, reinóis a maior parte, enriqueciam e prosperavam pelo trabalho. Ao ser o Recife elevado à categoria de vila e ao proceder-se à delimitação do termo, o procedimento leviano do governador Sebastião de Castro Caldas provocou censuras, correm boatos de deposição, alvejam-no mesmo com um tiro, onde prisões e perseguições. Subleva-se o povo e o governador foge para a Bahia; os rebeldes ocupam as fortalezas do Recife e fazem desordem. O Bispo, Dom Manuel Álvarez da Costa, assume o governo, propondo o perdão das ofensas, que chega com o novo governador Filipe José Machado, o qual ordena aos do Recife entreguem as fortalezas e, aos de Olinda, suspendam o cerco, no que foi obedecido. Mas novo levante começa, com atentado contra o governador Machado, novas prisões, nova devassa, principalmente da facção “nobre”, de Olinda. Por fim foi restaurada a vila do Recife, reerguido o seu pelourinho: o que tem de ser traz força. Olinda continuou sua decadência... merecida.

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