quinta-feira, 4 de julho de 2013

Morte habitual

Morte habitual

Era um dia como outro qualquer:
Sem novos planos,
Sem  diferentes projetos,
Seguindo pela mesma rua,
Tomando o mesmo ônibus,
Carimbando os mesmos papéis,
Ouvindo as mesmas broncas,
Pedindo as mesmas desculpas,
Rastejando pelos mesmos tapetes.

Era uma noite como outra qualquer:
Com a mesma insônia,
Com os mesmos sonhos,
Ingerindo o mesmo remédio,
Acordando no mesmo horário,
Seguindo pela mesma rua,
Tomando o mesmo ônibus,
Carimbando os mesmos papéis,
Morrendo a mesma morte habitual.

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Por: Iba Mendes (julho, 2013)

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