quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A Torre Derrocada (Conto), de Alberto Osório de Vasconcelos


A Torre Derrocada
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CAPÍTULO 1

As ruínas derramam sempre não sei que suavíssima melancolia, em quem as contempla, por mais prosaico e amante que seja das coisas hodiernas.
O passado, esse astro tão cheio de belezas e de encantos, que desaparece a pouco e pouco nas sombras do tempo, exercita em todos uma atração irresistível, amorável, uma simpatia porventura inexplicável, mas tão forte, tão robusta, que não há fugir-lhe.
O passado é o templo meio derrocado das saudades e das ilusões, e quem há aí que, lembrando-se das velhas lendas, com que o embalaram, e dos contos em que a meninice se lhe foi, quem há aí, que, avistando esse templo por entre o negrume da vida real, não ajoelhe, e não sinta no peito um vórtice encapelado de sentimento puríssimo, a desentranhar-se em jorros de poesia nativa, espontânea e singela, como os quebros dos pássaros ao despedirem-se do sol, que doura as cumeadas, dando-lhes o derradeiro ósculo de amor. Assim o peregrino maometano voltando da cidade santa, da Meca venturosa, se por acaso cruzando já a orla do deserto, e descansando à sombra da palmeira, volve o rosto bronzeado pelo sol e acerta de contemplar ainda a sagrada mesquita, ajoelha, ergue os olhos ao céu, beija o chão três vezes, e deixa cair na areia abrasadora uma lágrima saudosa.
O passado é um túmulo no grande cemitério das idades, e as ruínas são o epitáfio expressivo e plangente que fala aos olhos do corpo e da alma, epitáfio que na sua nudez austera e aflitiva traduz com mágica verdade o abandono, a solidão, o amargor, o vilipêndio, o desprezo, e milhares de sentimentos infinitamente vários, mas que todos cortam fundo no coração.
No ermo, quando a Lua arroja no espaço ondas de luz melancólica e frouxa, quando a brisa de Agosto parece soluçar angustiosa nas fendas das pedras, as ruínas são mais do que um epitáfio, são um altar sacrossanto e rude, aonde o poeta, esse sacerdote de tudo o que foi grande no passado, esse evangelista de tudo o que há de ser belo no futuro, esse druida inspirado e impoluto de todos os séculos, vai sacrificar às recordações e à saudade.
Se o leitor se compraz com a solidão, se as ruínas lhe lançam n’alma delícias inefáveis e voluptuosidades austeras, venha comigo, que ouvirá uma lenda dos priscos tempos, dos tempos cavalheirosos, tão diversos dos que vamos atravessando.

CAPÍTULO 2
À beira-mar, sobre um rochedo empinado que se ergue a prumo a grande altura, alevanta-se uma torre em ruínas, sentinela muda e impassível das idades, esfinge oceânica que a mão implacável do tempo veio surpreender na sua contemplação muda e passiva.
A torre vai-se derrocando e fendendo a pouco e pouco; cada dia cai-lhe uma pedra dos membros aluídos com o embate das ondas, crestados com o fogo do raio. Dentro em pouco a obra do homem desaparece, e as pedras voltarão para o mar donde saíram. Só ficará de pé o rochedo, enquanto as ondas o não levarem também aos abismos do oceano.
Os pescadores costumam acender no alto da torre uma luz tíbia e frouxa, que lhes serve de fanal durante as suas excursões costeiras. Aquela luz parece o olho amortecido do velho gigante, que debalde se debruça à beira das profundezas para interrogar os mistérios, que já não pode ver. De noite, por entre o gemer raivoso das ondas, que se contorcem em ânsias de voluptuosidade infernal, se a atmosfera negra e plúmbea se desentranha em raios, que fendem as águas túrbidas e alumiam com a sua luz fatídica aquele quadro medonho, aquela luta destruidora, e se o vento fustiga com lufadas gélidas o mar e os rochedos, parece que a torre no meio daquele hórrido concerto agita-se e de cada gargalhada que solta, cai-lhe uma pedra no abismo.
A paisagem em volta é selvática e solitária. É rara a vegetação; apenas alguns zimbros raquíticos e enfezados se erguem do meio das areias movediças.
Parece um sítio maldito, e se não foram as ruínas da velha torre, que indicam que houve ali em tempos vida e movimento, ninguém o pudera acreditar.
Ao ver aquela desolação tão nua e tão terrível, sente-se um terror instintivo e natural, e os olhos, contemplando aquele espetáculo, cerram-se involuntariamente, arreceando-se de alguma visão medonha.
E a torre como que nos atrai, e inclinando para o abismo os rijos membros de granito, parece acenar-nos mesmo de longe, dizendo-nos que dentro em pouco, sepulta já no oceano, não mais há de testemunhar que naquela solidão houve outrora um romance de amor.
Que importa que as velhas ruínas se afundem no mar, se a tradição nos conta esse romance legendário? Ouçamos os pescadores, que vivem mais à terra, em sítio menos ermo e selvático; ouçamos os pescadores, que ao passarem por defronte da torre, fazem o sinal da cruz, e içam as velas em perigo de darem à costa; ouçamos os rudes habitantes da praia, nas longas noites de Inverno, quando o mar ruge fero e ameaçador, e vem açoitar a penedia com a sua baba espumosa, como gigante que acorda e cospe raivoso nas guardas do leito informe e branco.

CAPÍTULO 3
Era no tempo em que os antigos portugueses, os leões do mar, como lhes chamou Vítor Hugo, desfraldavam as santas quinas em todas as regiões do mundo, e espalhavam o renome português pelas bocas dos seus canhões.
O espírito aventureiro arrastava os portugueses de então; cada ano saíam dos portos de Portugal grandes renques de galeões, armadas invencíveis, que subjugavam os rajás da Ásia, venciam os selvagens da América, destruíam os terríveis malaios, talavam o Japão, conquistavam a África, e operavam gentilezas e feitos, que igualaram as maiores façanhas de todas as idades.
Nesses tempos heroicos Portugal foi um anão que deu o ser a gigantes.
Mergulhava o Sol no oceano, tingindo com rúbidas cores a orla extrema do horizonte. As vagas agitavam-se convulsas e como que soluçavam abraçando no túmido e espumoso regaço, os rochedos imóveis, como o destino.
No alto da torre, quase envolta pelo nevoeiro alvacento, que se alevantava do mar em largos novelões, estava uma donzela, linda e cismadora qual ondina gentil.
A brisa crepuscular impregnada das acres fragrâncias do oceano vinha beijar-lhes as faces, que um raio do Sol, acaso mais voluptuoso, ainda acariciava, cercando-as de uma auréola luminosa.
Quem visse a donzela àquela hora de suprema poesia, em que o peito arquejante se dilata na amplidão, desprendendo-se das angústias e dos cuidados terrenos; quem a visse assim à beira-mar, com um pé no abismo, salpicada pelas ondas, que dobravam o colo níveo, desatando-se depois em alvas catadupas e frocos de neve, como que em sinal de adoração e de amor; quem a visse quase suspensa no espaço, sustentada pelo vento que lhe gemia em volta, qual sultão namorado, tufando-lhe as cândidas vestes, cuidara contemplar a feiticeira oceânica, que vivendo em líquido alcáçar no seio das ondas, subira às regiões superiores para admirar os seus vastos domínios.
Mas não. A donzela vivia na torre; lá nascera, lá se criara e crescera, e lá lhe correu a infância descuidosa no regaço da mãe, que via cada ano medrar a filha em encantos e virtudes.
A velha torre pertencia havia muito a uma nobre família que ali assentara os lares, por doação régia, com o encargo de vigiar e defender as costas, resguardando-as das invasões dos piratas do mar.
Estava a donzela em contemplação extática no alto da torre, quando viu ao longe, mas já distinto, o vulto de um galeão que se dirigia ao porto.
— Minha mãe, ó minha mãe — gritou a donzela erguendo-se e descendo a íngreme escadaria do observatório aéreo. — Ó minha mãe, não vê? não vê o galeão Santo Antônio? Lá vem D. Álvaro, o meu querido guerreiro, que partindo-se para as Índias, me roubou o coração no seu último adeus? Vamos, vamos, minha mãe. Lá vem D. Álvaro, o meu querido guerreiro.
— Que dizes aí, filha da minha alma? A tais desoras queres ir ao porto?
— Vamos, vamos minha mãe, vamos em busca do meu coração que D. Álvaro me levou. Quem me dera ser feiticeira para ir por ares e ventos poisar nos mastros do galeão, a contemplar o meu amante! Quem me dera ser sereia para acompanhar o sulco do navio, que leva quem me levou o coração. Vamos, vamos, minha mãe! lá vem D. Álvaro, o meu querido guerreiro.
— Ai! filha da minha alma. Vai fria a noite, o vento geme triste nas ondas, e as gaivotas batendo os ares com as asas, soltam gritos de desespero e de angústia. Dançam feiticeiras nas devesas, e as sereias vêm à flor-d’água a espremer os cabelos cor de limo, cegando os marinheiros com o brilho dos olhos. A tais desoras, minha filha, queres ir ao porto?
— Ah! minha mãe, minha mãe, vou-me em busca do meu coração, que D. Álvaro me levou. Que importa que o vento gema? Nos braços do meu amante, que valem vaticínios de desgraça? Se a noite vai fria, tenho no peito o calor da febre, que me escalda. As feiticeiras hão de sorrir, e as sereias hão de invejar-me, que D. Álvaro é meu amante. Vamos, vamos, minha mãe, lá vem D. Álvaro, o meu querido guerreiro.
— Amanhã, minha filha, quando o sol raiar nas campinas e beijar as cristas das ondas, irás buscar o teu amante. Quem esperou anos, espera uma noite, que insônias de amor depressa se passam. Ai! quem mas pudera passar ainda!
— Ah! minha mãe, minha mãe, insônias de amor são tormentos do inferno. Vamos, vamos, lá vem D. Álvaro o meu querido guerreiro.
— Seja feita a tua vontade, filha. Parte, vai, e traze nos braços gentis o amante, que te levou o coração, que eu fico ajoelhada a rezar à Virgem, por que te livre de ruins presságios.

CAPÍTULO 4
Passaram-se horas e a pobre mãe, ajoelhada diante de um crucifixo, esperava ansiosa pela volta da filha, que se fora buscar o erradio amante.
Assim a andorinha, que os cuidados maternos obrigaram a deixar partir o consorte para outros climas, aguarda a volta do bando, e mal o vê despontar ao longe, bate as asas, segue o voo, e vai adejar em torno do que lhe arrulhara amores na Primavera.
Mas quantas vezes vem o cruel destino cravar fundo golpe de saudades dolorosas e sem remédio no coração, para o qual as saudades passadas era esperanças floridas e prenúncios de futuros amores! Ai! quantas vezes os alvoroços de ventura se tornam em desvalimentos da desgraça e a cândida clâmide da esperança se transforma em crepe de desenganos!
Assim sucedeu à malfadada donzela, à formosa Rosalinda, que chegada ao porto, buscando com os olhos, por entre o tumultuar da multidão, o seu querido D. Álvaro, e interrogando os audazes navegadores, soube que o seu amante se havia finado quase à vista das costas da pátria amada, à qual estendera os braços já hirtos e rígidos, no derradeiro arranco.
Estas palavras soaram aos ouvidos de Rosalinda como se fossem dobre plangente de finados em capelinha do ermo à beira-mar. Louca, com o peito arquejante, desatou a correr para a torre, em cujos umbrais a estavam aguardando os carinhos maternos.
— Ó minha mãe — exclamou a donzela com a voz rouca e cavernosa, e com os olhos semiabertos. — Ó minha mãe, morreu-me D. Álvaro, e lá me levou o coração para o fundo do mar.
— Ai! pobre filha, não chores, não te amofines, que o teu pobre coração bate aí nesse peito, que o amor endoidou, e que o amor há de curar.
— Eu chorar! Chorem antes as pedras, que Satanás não quer prantos. Ah! D. Álvaro porque me levaste o coração? Quem me dera ser sereia, que já me deitava ao mar em busca do meu pobre coração, que D. Álvaro roubou.
— Cala-te aí, filha, lembra-te que és cristã. Se D. Álvaro se finou, Deus lhe fale n’alma, se amerceie de ti ó minha Rosalinda. Chora, chora, que o coração ninguém to roubou.
— Ó minha mãe, quem me dera ser sereia para viver no mar, abraçada com D. Álvaro, que me levou o coração.

CAPÍTULO 5
Corria negra a noite e o mar erguia as ondas encapeladas, soltando rugidos angustiosos. A Lua baça e pálida em vão tentava fender com os raios frouxos as nuvens caliginosas, que toldavam o firmamento.
Rosalinda, com os cabelos em desalinho, que o vento da noite agitava, estava sentada no alto da torre, debruçada sobre o abismo, cujas águas revoltas haviam talvez tragado o corpo do aventuroso amante. Encostado o braço ao peitoril e encostada a mão à face, com os olhos fixos e a boca semiaberta, deixando entrever os dentes ebúrneos, era a imagem do desespero silencioso, que se entregou ao demônio por se vingar do destino.
Ouviu-se de repente, por entre o bramir das vagas raivosas e o silvar agudo da rajada, um grito aflitivo e plangente, que ecoou na solidão, como o último gemido do náufrago moribundo. Logo após surgiu do meio das ondas um vulto, sobre que batiam de soslaio os raios da Lua, deixando ver um rosto pálido e defecado, arraiado de longos cabelos negros, que desciam úmidos pelas costas um pouco alquebradas.
O vulto agitou os braços e erguendo-se no ar, exclamou:
— Ouves? Rosalinda. Eu sou D. Álvaro, que te levou o coração, quando me fui a conquistar glórias e riquezas nos palmares da Índia, para tas depor aos pés. Colheu-me a morte no caminho, quando te via já na penumbra do horizonte. Venho buscar-te, ó Rosalinda, porque és minha, porque só a ti posso dar o coração, que te levei. Vem! vem! ó minha amante. Vem, que o mar é nosso, e o dorso das ondas será o nosso leito nupcial, as estrelas os candelabros, a espuma o travesseiro e a amplidão o nosso império. Ó Rosalinda! se souberas como te amo. Que importa a morte, se o amor lhe sobrevive?
— És tu D. Álvaro? — respondeu a donzela. — Amar-te, amar-te é meu destino, que se não te amara, já não existira há muito. Vivo ou não, que importa? serás sempre o meu amante, que me levou o coração.
E Rosalinda, soltando um grito de alegria, chegou-se à beira da torre, mediu com os olhos o abismo, e deixando pender o corpo, deitou-se às ondas, como Safo se despenhou do rochedo de Leucate.
Recebeu-a D. Álvaro nos braços, e cobrindo-a de beijos e carícias, começou a nadar, a nadar, com um vigor vertiginoso.
As vagas abriam-se para lhes darem passagem, e tornavam-se a cerrar formando catadupas de espuma alvacenta, retinta de sangue.
O mar aplacou-se como por encanto. Dilatava-se ao longe, balouçando-se e alvejando tristemente, como se fora um manto de gaze tufado pelo vento. Já não rugia em ânsias de raiva; já não enovelava as vagas com fúria, para depois arrojar salpicos de espuma; já não se rojava delirante, para se erguer depois mais feroz ainda. Não. Era manso e plácido; dormia nos braços das sereias que cantam toadas maviosas, e envolvem o corpo gentil com o cândido manto das águas. A onda serena e límpida suspirava na praia, gemia e espreguiçava-se, osculava a área docemente, para voltar de novo ao seio mádido.
Suspensa nos braços do amante flutuava Rosalinda na água, com as alvas roupagens enfunadas. Caminhavam com imensa rapidez e passados momentos a torre esvaeceu-se no negrume do horizonte. Os rochedos já se lhes não erguiam silenciosos, e quedos. Sumia-se-lhes a terra firme. Iam envoltos na majestosa solidão do mar, cobertos pelos esplendores celestes, quando chegaram a um lago, formado por águas tranquilas dum verde-escuro e sem ondas. Viu-se de repente a donzela sozinha, nadando à tona de água, como se uma força misteriosa a tivesse alevantado.
Espavorida, com os cabelos hirtos e sentindo um calafrio mortal, exclamou com a voz sumida e trêmula, que se repercutiu nas águas, produzindo um som estrondoso:
— Álvaro! meu Álvaro! Ai! não me deixes sozinha no meio das ondas. Álvaro! dá-me o coração que me roubaste, e vem depois abraçar-te comigo, que tua sou.
Palavras não eram ditas quando levantou os olhos e viu, boiando ao lume d’água, um cadáver horrivelmente desfigurado, com as carnes a despegarem-se da ossada, que os peixes vorazes vinham tragar, escancarando as enormes bocas bordadas de três fiadas de dentes alvos e agudos.
A donzela soltou um grito de terror e de angústia, e torcendo as mãos, cerrando os olhos quisera orar a Deus, que a protegesse. Mas o demônio ouvira-lhe as queixas, e ninguém lha podia roubar, que já a havia marcado com as garras.
O esqueleto levantou-se então na água. Brilhavam-lhe os olhos como carvões acessos no crânio; os braços longos e descarnados foram crescendo, crescendo até abarcarem o corpo de Rosalinda, e depois de a contemplar um momento, alumiando-lhe o rosto com o fogo dos olhos, soltou uma gargalhada horrível, e desconjuntando os ossos, sumiu-se na voragem, a tempo que ia dizendo:
— Sou eu, sou eu o teu amante!
Depois começaram a surgir monstros marinhos, trazendo as cabeças enormes à superfície da água e encobrindo os corpos nas profundezas. Os olhos vítreos e úmidos, baços e fixos pareciam devorar a maldita Rosalinda que olhava espantada em redor.
Os monstros conservavam-se mudos mas aproximavam-se mais e mais, apertando o círculo a pouco e pouco, regular e metodicamente, a tempo que dos abismos surgiam novos cardumes, cada qual de feitio mais asqueroso e repelente. Envolveram enfim completamente Rosalinda, roçando-lhe o corpo mimoso com as escamas frias e duras, como dentes de serra.
Foi então que o demônio, sulcando a amplidão em um carro de fogo, agarrou Rosalinda pelos cabelos, e levantou-a ao ar, arrojou-a depois às ondas, para além dos monstros, exclamando:
— Vai-te, sereia, e persegue os nautas com os teus olhos glaucos; prende-os nas tuas tranças cor de limo, e atrai-os com os teus cantares maviosos. Cumpre o teu destino, e viverás eternamente no mar, junto à torre.
Desfez-se o medonho ajuntamento dos monstros, que se afundaram nos abismos, batendo e chocalhando as águas com as horrendas caudas.
Desde então a sereia persegue os nautas, que passam depois do sol-posto perto da torre. Ai! do que não fizer o sinal da cruz e se demorar naquele sítio amaldiçoado, que será atraído pela sereia, e irá servir de pasto à voluptuosidade infernal e à voracidade roaz dos monstros marinhos.

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