sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Mártir cristã (Conto), de Virgílio Várzea


 
Pesquisa e atualização ortográfica: Iba Mendes (2017)

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Meu coração não espera mais senão ultrajes e dores. Desejei, mas em vão, alguém que se compadecesse de meus males; procurei consolações e as não encontrei.
Salmo 63.


Pelos vidros da janela via-se, lá fora, no Azul desbotando a sua seda de velário imaculado, a claridade esmorecida e dolente do crepúsculo invernal estagnar-se pouco a pouco em transpassante algidez polar. Uma aérea melancolia pairava na vasta sala tapetada, esquecido interior de Opulência e Arte onde, outrora, um apaixonado romântico, que perdera a sua Dama numa desgraça, viera para sempre ocultar-se, e onde, agora, um nevrosado do Espírito, de uma cândida limpidez d'alma, se refugiava também, dentro desse ascetério seguro, como um monge em um claustro, para isolar o seu sonho de artista e a sua paixão etereal fugindo às escravizantes exterioridades da Vida e à lama envenenadora do convívio mundanal.

Uma paz absoluta, como a que flutua e coalha perenemente sob as abóbadas de um cárcere, povoava de austero silêncio esse recanto sossegado, cheio de celeste doçura, de bênção e espiritualidade, como a nave de um templo latino em celebrações do ritual, toda aromada pelo incenso que arde e se espirala dos turíbulos de prata, elevando ao Céu, em rolos alvos como jasmins, uma açucenal procissão de Almas, adejando serenamente, com a sua pureza de luz estelar, em demanda das Paragens Azuis desejadas.

Aí, num murmúrio cristalino de rezas que seus lábios esfiavam com unção e piedade, o nostálgico exilado das turbas, olhos pousados além, no alto Espaço distante, onde se abria, como uma mortalha de virgem, toda uma melancólica floração de lilases, ajudava a bem morrer esse dia, deixando pender tristemente a melancólica cabeça sonhadora sobre o baixo espaldar veludoso de um divã de Damasco.

Uma tenuíssima poeira de treva fundia-se em torno, sobre os móveis e bibelôs Renascença onde se destacavam um alto contador de acaju esculpido sobre o qual pousava o pequeno e precioso grupo do Cão, a Corça e Diana, de Jean Goujon, e numerosos pratos, em faiança, de Bernard de Palissy, que pareciam estranhos sóis e luas mortas constelando, de alto a baixo, as paredes forradas de Gobelins. Vasta pulverização de nanquim caía, em denso véu funerário, dos ângulos do alto teto, em cujo centro cavava-se monumentalmente uma funda abóbada ou zimbório, e que espargindo-se pelos recantos longínquos, os ocultava pouco a pouco à visão, enoitando-se numa vaga opressão de pesadelo e numa desoladora solidão de Campo Santo, onde, dir-se-ia, começava a vagar, invisível, e sem frêmito, como entre crepes flutuantes, a ronda fantástica das Almas Penadas que descem, em cortejo sofredor, à hora calada e morta da Meia-Noite, a peregrinar sobre o vasto marnel da Vida Terrena, penitenciando-se para a Grande Purificação.

Mas pelo fundo zimbório estrelado de broquéis e símbolos, cintado à base de um largo aro de vidros multicores que vertiam para o interior uma vaga luz de espetro solar, e pela arcada das elevadas janelas góticas, vestidas de alvo com finíssimas étamines boreais, entrava ainda um clarão opalino e suave que esmaiava docemente para os recuados confins da rica e ampla sala, iluminando, a meio tom, as grandes telas suspensas aos muros engobelinados, em largas molduras de ouro, como gigantescos rasgões de luminosa verdade pictural, abrindo para a frágil Vida humana e para a Natureza imortal.

Errava então no ambiente um perfume campesino e suave à boa-noite e a cravo, um vago ciciar de novenas ao longe, no Recolhimento de São João, à encosta verdejante de umas colinas baixas, manchando o horizonte com a sua silhueta ondulada e a lembrarem um acampamento de caravana quando os dromedários pacíficos, agachados submissamente, gozam o repouso desenervante das longas caminhadas. Na vizinhança uma voz feminina e débil, carregada de nostalgia e de mágoas, decerto a de alguma Noiva traída ou abandonada, cantava uma romanza gemedora de Tosti, onde suspiros e súplicas ansiosamente passavam, desatendidos e desamparados, numa convulsão de lágrimas. Ouvia-se um soluçar amoroso de baladilhas de Heine, ritmicamente evolado de cítaras gementes tangidas por artísticas mãos musicais, o ofegar angustioso de uma ama de sonhador, acorrentada à Matéria e torturada pela saudade do Azul, onde a sua ilusão construiu morada, entre as camândulas de ouro dos Astros, como num refúgio paradisíaco de venturas sonhadas...

Mas a luz vespertina coalhava e se detinha na sala, em alvura de luar repontando sobre a toalha álgida de um lago, diluída e doce como tintas da alvorada. E nessa meia luz crepuscular de opala, tirando da alma uma prece imaterial e desenrolando em nosso espírito a Via Láctea da Esperança, das Quimeras e Sonhos, cruzavam Recordações e Saudades, evocando cenas felizes de estâncias passadas, em que houvera entrevistas românticas, mãos e braços enlaçados, lábios pousados sobre lábios, corações palpitando um pelo outro, cabeças ardentemente roçando-se, olhos em gozos ideais... E foi à brancura sugestiva desse derradeiro clarão delongado de ocaso que a grande tela de DELAROCHE se destacou, como nunca, em pinceladas de gênio e num conjunto magistral, desnudando à Observação e ao Sentir contemporâneos, um dos episódios característicos, emocionantes, da vida convulsa e perdida do Império Romano — a Martirização dos Cristãos — com um extraordinário poder de psicologia e de espiritualidade.

Sob essa iluminação vesperal, perdurando calmamente, quase miraculosamente, por instantes incontáveis, e parecendo tecida de uma tenuíssima urdidura de neblina e prata, em cujas malhas luminosas corressem vibrações de mandolins e pétalas desfolhadas, ele lentamente rezava e gozava, no seu misticismo insondável, uma longa ave-maria, tomado da bendita pacificação e cultualidade que descem, depois de tumultos e desesperos amargos, sobre o coração desiludido e ferido dos Afetivos e dos Grandes Mentais. A esse fulgor jasminal, apenas se lhe escoou dos lábios murmurosos a última frase abstrata da Oração, pôs-se a fixar vivamente, a pupila em êxtase, a fronte ungida de um clarão constelar, o formoso painel transcendente, abrindo, a um belo ocaso sereno, para a existência de um Povo há dois mil anos passada e contando-nos eloquentemente, psicologicamente, em traços e tintas vivedores, um dos aspectos mais rudes e tredos da sua história.

E nessa contemplação de analista e de crítico, erguido a toda a altura do Raciocínio e do Pensamento, abismado na profundeza de uma meditação psíquica, inteiramente arredado da rude materialidade das coisas e só vivendo de subjetividade e de espiritualidade, ia detalhando, com júbilo transcendente e um grande misticismo de Arte, a vida desventurosa, cheia de espinhos e dores, cheia de bárbaros suplícios, mas ao mesmo tempo envolta em pureza, resignação e graça ideal, de Lecênia, mártir cristã, nobre donzela romana de dezoito anos, filha do senador Helvédio Priseu, ex-valido de Domiciano e afeiçoado aos Cristãos, que se convertera a Jesus e à sua Grande Doutrina apenas ouvira, um dia, a palavra persuasiva e inefável, prometedora da Eterna Consolação e de um outro Mundo melhor, de PEDRO, simples pescador de Galileia, e do genial e sublime PAULO, de Tarso, o que lhe valera a morte afrontosa no Circo, logo após a do pai e o consequente lançamento do seu cadáver virginal às águas barrentas do Tibre que o arrastaram ao Mar... A tela imortal revivia ali, como através de um fosco clarão de Legenda, toda a tristíssima verdade desse conhecido episódio da extraordinária Tragédia da Cristandade...

Era na Itália, nas altas costas da Lucânia, banhadas pelas águas azuis do Laus Sinus, às vezes terrivelmente revoltas aos ventos rijos de oeste, como um largo e sinistro mar. Negras rochas escarpadas erguiam-se ali, numa aglomeração de cristas rudes e ásperas, rendilhando-se no ar em curvas e agulhas vivíssimas, onde pousavam ou esvoaçavam, agora, continuamente, bandos de corvos marinhos, e onde, outrora, em os nebulosos e remotíssimos tempos da submissão de toda a Península a Roma, sobre os campos juncados de cadáveres das batalhas samnitas, os supersticiosos generais romanos, triunfantes do inimigo, ouviam, cheios de terror anímico, passar, rolando no ar, altas horas da noite, o coro lúgubre e fantástico das Larvas e Lêmures, chorando os pobres prisioneiros tornados então escravos... Fendas e furnas cavavam-se na enorme mole granítica, em que as ondas vinham despedaçar-se, em incessantes explosões de espuma, detonando atroadoramente, em sinfonias brutais. No alto, entre nuvens negras, como num fundo de Câmara Mortuária, havia a claridade álgida de um luar pressago. Cirros e nimbos, em plissés esparsos ou largos apanhados de sudário, orlavam-se todos de uma luz nevoenta e lívida. De baixo, do horizonte, ascendia lentamente uma barra de treva espessa, superpondo-se, em acirrados planos angulosos, à muralha, ainda mais negra, da penedia brava. O Mar, na sua infinita planura líquida, faiscava, sob a Lua, numa Via Láctea de opala, e tinha, nas zonas de escuro denso, longas dobras de ardentia.

Destacava, a um quadrante, sob um cendal de escumilha, o casco recurvo de uma galé desmastreada, vogando ao acaso contra as saliências penhascosas de um perfil denteado de cabo em relevo, sobre os longes nevosos, como o dorso monstruoso de um crocodilo basáltico, a cujo carcomido sopé espadanava, em cachão, o gesso fluido das espumas. Próximo, arrastava nas vagas a tule argêntea do albornoz de Diana, Rainha da Noite, passeando poeticamente nos seus domínios do Azul com as suas alvas, eternas vestes virginais de noiva, a cuja esparsa rutilação lirial um bando olímpico de Sereias cantava, inefavelmente, as marulhosas Baladas do Mar, que arrebatam os Marinheiros sob as velas enfunadas...

O simpático idealista hipnotizava-se, inebriava-se na funda contemplação do grande quadro genial, de um efeito de claro-escuro inexcedível, inaudito, extraordinário, onde pinceladas originais e inéditas tinham conseguido criar um trágico e expressivo cenário de Suplício e Calvário, cheio de reflexos brancos de astros e de encinzados tempestuosos de marinha austral, enlaçando-se e confundindo-se furiosamente, em torvelinhos de borrasca. E todo se entristecia, em crises de misticismo piedoso, ante aquela noite sinistra de execução criminal, abrindo-se, numa arrepiante lividez de necrópole, a um plenilúnio de horas mortas, fantásticas, iluminando Vinganças e Crueldades fatais. O que, porém, mais o prendia àquela vida colorida e quase mental da Tela, cantando uma estância emocionante e convulsa da incomparável Tragédia Cristã, eram as transparentes ondas marulhosas e calmas do Laus Sinus satânico, estendendo-se, com um quase inconcebível poder de naturalidade e verdade, sobre toda a amplitude do primeiro plano, e em cujo arfar espumoso e doce, onde havia um fulgurante chamalotado de prata, o cadáver de Lecênia ia boiando, boiando, os cabelos negros esparsos como estranhas meadas de algas, o alvo capício jasminal de virgem colado às puras formas venusínicas e um resplendor de sol em torno à fronte, de altíssima formosura romana, lívida, fria e de alabastro, sob a rigidez da Morte...

E, numa viva acuidade crítica, sob o crepúsculo sugestivo daquele poente invernal, chegava, psiquicamente, à culminância criadora do Grande Quadro, ao núcleo radiante para que tinham convergido todos os poderosos esforços estéticos do inspirado Artista, que deixara o pó do Mundo após legar imortalmente a sua Obra suprema à admiração da Posteridade e da Arte.

Mas o corpo lirial de Lecênia ia boiando, boiando na mansidão das vagas, cercado de um cortejo de Ondinas cantando as Litanias do Mar, acompanhando até a Final Extinção aqueles tristes despojos terrenos, de onde a Alma há muito se desprendera e voara, num leve adejo luminoso de pureza astral, para o seio extasiante e eternal de Deus, força augusta e inelutável em que se circunscreveram, no mundo, todo o seu sonho e ação e em que se apoiaram, sempre, como poderosas colunas de bronze, a sua Crença, e o seu Amor, irradiações imateriais e divinas do Ideal e da Quimera que a iluminaram com a incomparável promessa e o supremo galardão da Outra Vida, da Graça Perene e do Paraíso Celeste, indestrutivelmente a librar-se, num recesso delicioso do Azul, entre uma profusão deslumbradora de brilhos solares.

Tinha as mãos amarradas, dispostas em cruz sobre o peito, num tal arrocho que dir-se-iam cortadas, cindidas aos braços a que pertenciam; mas a sua grande perfeição e alvura, apesar das cordas que as enlaçavam, prendiam irresistivelmente o olhar às suas linhas transcendentes de escultura mística. O talhe esbelto e fino imobilizava-se numa geral rigidez cadavérica e lembrava, assim branco e loução, sob a Lua, flutuando no carvão fluido e onduloso das águas, um desses nevados florões de açucenas, lírios e jasmins a que os efeminados floristas romanos costumavam dar, caprichosamente, com as suas mãos industriosas e artísticas, aspectos e formas humanas de Meninas ou Moças, e com que se enfeitavam os cisnes do mar das galés de guerra nas fantásticas festas fluviais do Tibre — florões que, sob os tumultuosos e terríveis embates, abalroamentos e rostradas da famosa naumaquia gigante que coroara a derradeira noite do triunfo de CÉSAR, se despegavam dos costados recurvos dos trirremes vencidos, sinistramente iluminados pela luz sangrenta das fogueiras e fachos, e rolavam silenciosamente às águas negras do Rio Latino onde iam boiando tristemente para o Oceano, ao plenilúnio albente, como pobres Virgens sacrificadas à lascívia e à glória do Herói Incomparável, vencedor de Pompeu, dominador da Espanha e das Gálias, do Egito e da Assíria, ditador e senhor absoluto de Roma e do Mundo...

O seu perfil níveo e doce, de um contorno quase imaterial de Visão, parecia uma estranha naveta de bruma, talhada em formas humanas. E o sorriso paradisíaco e etéreo que ungia a curva em flecha dos seus lábios violáceos e gelara numa angelitude e pureza celestes aos dilacerantes, inominados suplícios pagãos, era como um silente mas expressivo, piedoso e vago agradecimento à Maldade Humana que, partindo para sempre os laços que a prendiam à Terra, lhe abria, num deslumbramento e num enlevo, os pórticos de ouro luminosos da Bem-aventurança.

Nas suas faces, que pareciam esculturadas sobre uma lápide de Campo Santo, congelara-se numa infinda e imperturbável serenidade, a última expressão de castidade lirial em que se envolvera e voara para o Céu a sua casta, derradeira e sentidíssima prece. As pálpebras brancas de uma maciez de pétalas e que tinham tão deliciosamente aureolado, em Vida, com os longos cílios de azeviche, o arrebatante encanto fulguroso dos seus negros olhos lígures, onde ardiam astralmente, num eterno misticismo, a Esperança e o Sonho — estavam agora cerrados para sempre...

Mas um halo nebuloso e nevado de claridade etérea enluarava-lhe paradisiacamente a fronte sonhadora onde, até ao Derradeiro Instante, os pensamentos mais sinceros, e fervorosos, e puros, eram só para o divino e arrebatador Jesus de Galiléa e para as delícias da Ultra Vida Ideal. Os longos e densos cabelos de seda negra do Lácio imersos, em parte, sob o belo dorso e, em parte, flutuando à flor d’água como estranhas meadas de algas navegantes, formavam um manto veludoso de largas dobras luminosas que as Ondinas afagavam e beijavam com os seus pequeninos, murmurosos lábios de espuma. O capício, albente, como uma veste de Primeira Comunhão, de Juramento de Monja ou de Santo Noivado, a envolvia luminosamente numa escócia de espelhim, boiando em pregas fofas e trêmulas na marinha ondulação que a ampla esteira láctea da Lua argentava de gélida bruma suave...

Na ebúrnea e virginal serenidade da sua face morta não havia nem o mais tênue sulco de um ríctus: o suplício, aceite e sofrido com inteira e profunda resignação, santificação e estoicismo, que são a força inquebrantável dos que andam pelos brancos caminhos da Verdade e da Crença, conservara-lhe a serenidade louçã da adolescência e uma sublime espiritualidade. A execução monstruosa e tremenda apanhara-a enlaçada misticamente aos largos braços amparadores do grande Símbolo Cristão. Após girar dolorosa, mas remidoramente, pelo imenso lodaçal da Vida Terrena sem jamais se macular, pairando sempre muito acima das Paixões e dos Vícios, como uma Columbina ideal, eis que vinha o furor assassino dos Perdidos e Loucos render-lhe a suprema apoteose, fazendo-a ascender, pela Perseguição e pelo Martírio, às Paragens Azuis adoradas. Assim, a sua linda carnação que sofrera serenamente, estoicamente, sem o mais leve queixume ou o mais leve ai, todas as flagelações e torturas, deixava ali, sobre as águas brilhantes do Laus Sinus satânico, um exemplo edificante e bendito, acenando como um ramo de Esperança às tristes Almas sem Oriente ou sem Guia, através do terrível labirinto do Mundo: — “Vinde, vinde, Irmãs! Aqui está o verdadeiro caminho da Salvação e da Graça!...”

E o simpático e inspirado Sonhador enlevava-se, num êxtase de gozo transcendente, à medida que seus olhos hipnotizados e desvendadores, de uma acuidade psíquica admirável e intensa, se imergiam, mais e mais, no seio narrador e mental dos Contornos e das Cores, do Conjunto e das Minúcias da Grande Tela feliz, vivendo e fulgindo genialmente, triunfalmente, para toda uma eternidade artística. Envolvia-o, cada vez mais, uma nebulosa de ilusão e fantasia, embalando-o, acariciando-o, ungindo-o, na vasta e rica sala Renascença, aos derradeiros clarões fugidios da luz crepuscular, toda laivada de mortos lilases e lírios...

Depois, a noite cerrara de todo. E sepultaram-se os Aspectos num acarvoado sinistro, apenas manchado tenuemente pelos altos retângulos da vidraçaria, retendo ainda, algidamente, o último rastilho prateado da luz que fugia...

Foi assim que, nesse longo entardecer de Inverno em que a Terra se embuçava no seu alvo burel de neblina, e pairavam no ar Presságios e Melancolias, se abriu para ele, a um clarão de Estrela guiadora e bendita, a Via Sacra purificadora do seu Idealismo...

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