4/28/2018

Bernardo Guimarães - Resumo Biográfico (artigo)



Bernardo Guimarães - Resumo Biográfico 

Texto publicado originalmente na revista "O Archivo Illustrado", no ano de 1905. Pesquisa e Adaptação ortográfica: Iba Mendes (2018)
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Bernardo Guimarães é uma das individualidades mais poderosas que possui a literatura nacional. Quase todos os seus romances passam-se em nossos rincões interiores: a beleza das matas, a grandeza dos rios, o esplendor e a magnificência da natureza, as virtudes da mulher brasileira, os hábitos simples e honestos de nossos roceiros, a vida silvestre do Brasil são o assunto de sua obra.
As poesias de Bernardo Guimarães respiram um tal perfume, tem tanta beleza, tanta imagem pomposa, um tal entusiasmo por tudo quanto fala ao coração e ao bom gosto artístico; a harmonia perfeita dominando constantemente a rima, suavidade e melodia que dão aos versos do grande poeta mineiro um cunho e relevo tais que o elevam à altura que tem culminado os nossos mais destacados vultos literários.
De Bernardo Guimarães disse Sílvio Romero: "O inteligente mineiro em seus versos e em seus romances é uma das mais nítidas encarnações do  espírito nacional; a  forma de suas poesias é de uma doçura e sonoridade de encantar.  Quem acha algum interesse em tudo que é humano, em toda e qualquer manifestação da vida de um povo pode e deve ler nos romances do grande escritor mineiro belos quadros por todos eles esparsos".
Daí a glória que, ainda em vida, iluminou-lhe o nome; daí a celebridade honrosa, mortalha incorruptível de sua memória laureada.
Bernardo Guimarães nasceu em Ouro Preto a 15 de agosto de 1825.
Bacharelou-se em Direito, em São Paulo, em 1852. De 1852 a 1858, ocupou OS cargos de juiz municipal do Catalão, em Goiás, e de professor de retórica e filosofia do liceu mineiro, em Ouro Preto (Minas Gerais).
Em 1859, no Rio, fez parte da redação da Actualidade, folha liberal do conselheiro Lafayette.
Deixou as seguintes obras: Cantos da solidão, duas edições (1853-1858); Poesias, publicadas em 1865, em Paris, pela livraria Garnier, que de então em diante, passou a ser a editora de suas obras; Novas poesias (1876); Inspirações da tarde (1858);  Folhas do outono (1883),  últimas poesias que colecionou.
E os romances: O Ermitão do Muquém, Lendas e Romances, O Seminarista, O Índio Afonso, A Ilha Maldita, O Garimpeiro, A Escrava Isaura, O Pão de Ouro, Rosaura, Histórias e tradições de Minas Gerais, Maurício ou os Paulistas em S. João d'El Rei (2 volumes).

"O Archivo Illustrado", São Paulo, 1905.

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