quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Intangível, de Rabindranath Tagore(Poema Traduzido)



Autor: Rabindranath Tagore
Tradutor desconhecido (Revista Excelsior)
Ano: 1931.
 Intangível

Tenho as suas mãos nas linhas, e ao coração, forte, a aperto: trato de encher os meus braços com toda a sua beleza... de saquear-lhe com beijos o sorriso, que doçura! e avidamente beber-lhe o negro olhar luminoso...

Ai do meu sonho! mas onde, mas onde é que a hei de encontrar?

Quem poderia forçar o azul imenso do céu?

Quero estreitar nos meus braços a beleza, mas eis que ela se me escapa e às mãos só me deixa o corpo.

Lasso e triste, volto ao andado caminho...

Como há de poder o corpo colher a flor, esse cálix que a alma só pode tocar?



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Pesquisa, transcrição e adaptação ortográfica: Iba Mendes (2018)

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