segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Poesiasde Guilherme de Azevedo


ASTRO DA RUA

Fazia ontem já tarde um nevoeiro espesso.
— Que insônia em mim produz este úmido vapor!
Eu vinha enfastiado, ou turvo, enfim confesso,
Dos fumos do café, da luz e do rumor.

Um fantástico véu cobria as longas praças;
E o gás ria através da grande cerração
Que em lágrimas descia ao longo das vidraças
E em flocos de alva neve umedecia o chão.

Eu mesmo achava em tudo um tom maravilhoso.
Dispus-me a crer no céu a amar este ideal:
De súbito eis que passa um astro radioso
Luzindo-me através do mágico cendal!

Que vaga exalação ó coisas vis que adoro!
Que belo olhar de Deus, deixai-me assim dizer!
Pelo sulco de luz julguei um meteoro,
Pelo aroma sutil sonhei uma mulher!

Passou porém, fugiu: no fim eis em resumo
A sua breve história! O sonho é sempre assim!
Há coisas que ao passar ainda deixam fumo:
Aquela só deixava um vácuo dentro de mim.

Arcanjos caminhai, que eu espero o grande dia
Da nossa atirou vingança, ó déspotas do céu!
Nossa alma anda algemada à vossa tirania
Mas há de erguer-se a escrava... — Assim dizia eu
E a mesma aparição de novo a deslumbrar-me!

De novo a mesma aurora o espaço a iluminar!
Agora pude vê-la e posso recordar-me
Dos abismos de luz que havia em seu olhar.

O astro vinha envolto em nuvens de escumilha:
De resto era uma fada, eu mais não sei dizer.
Deixava atrás de si um aroma de baunilha
De um louco se abismar de um pobre enlouquecer!

Quem quer que sejas tu, que sejam sempre belos
Teus céus sem vendaval, teus dias sem revés!
Feliz de quem puder beijar os teus cabelos
E aos lábios aquentar os teus pequenos pés!

— Dizendo caminhei. Porém novo prodígio!
Ainda a perseguir-me a mesma aparição
E eu ainda sentia o lúcido vestígio
Que há pouco em mim deixara a outra exalação!

Mas agora reparo, atento na sua chama!
Que olhar tão insolente, o céu não luz assim!
Na gaze que ela arrasta há um debrum de lama,
Na face macerada uns traços de carmim!

Oh! astro! Enfim conheço a órbita que traça
O teu curso veloz! Bem sei onde tu vais!
Prossegue no teu giro em volta dessa praça
E Deus te dê mais luz e menos lamaçais.



QUANDO MARTA MORRER

Quando Marta morrer, depois do extremo arranco,
Não tratem de orações;
Desprendam-lhe o cabelo e vistam-na de branco
À moda das visões.

Desejo vê-la então passar desta maneira
Depois de tal revés,
Por entre a chama azul e tênue da poncheira
No fumo dos cafés.

Aquele bom país das pálidas quimeras,
Monotonia azul;
Não temam que ela vá no fogo das esferas
Queimar o véu de tule.

Assusta-a muito o frio, a chuva, o sol dos trópicos
A nuvem triste e vã,
E podem-lhe prender os pés tão microscópicos
As névoas da manhã!

De noite ela virá com seus trajes singelos,
Arcanjo doutros céus,
Nos suspiros febris dos meigos violoncelos
Dizer-nos mal de Deus.

Contar-nos porque foge à doce transparência
Que o céu formoso tem,
Meiga filha gentil da mesma decadência
Que é nossa boa mãe.

Se as lágrimas de luz que chora o firmamento
Em noites de luar,
Ao seu pescoço nu pudessem, num momento,
Cingir-me num colar;

Decerto ela daria ao pálido cometa
E à estrela trivial,
A mesma adoração que dava à cançoneta
Que amou até final!

E à saída do circo, ao astro romanesco,
A noite iria, então,
Contar, ainda a sorrir, o ardor funambulesco
Do lívido truão!

Assim, não quer ouvir aos coros invisíveis
Um hino de enfadar,
Cantado por milhões de arcanos insensíveis
Sem um que a possa amar!

E não lhe esquecem nunca os rápidos instantes
Do que ela amava mais:
— a vida iluminada à luz dos restaurantes
Num sonho de cristais!



AS VÍTIMAS

Eu vejo muita vez e raro já me assombro
— minha alma tanto afiz às tristes comoções!
Na rua, junto a mim, passar ombro com ombro
No trânsito penoso as longas procissões,

De vítimas da sorte e vítimas do mundo!
Umas boas, gentis, outras feias, cruéis,
Envoltas num sudário ou num burel imundo;
Nas pompas teatrais, nas galas dos bordéis,

Não são filhas do sonho ou criações quiméricas
Da mente alucinada, ou vagos ideais;
São magros peitos nus, são faces cadavéricas,
São as tristes, as vis desolações carnais.

São pequenos sem pão que vão pedindo esmola
Nas lamas encharcando os regelados pés:
Que dormem nos portais, que nunca vão à escola
— flores que enfeitarão a noite das galés!

São aquelas gentis e pobres costureiras
De peito comprimido; anêmica expressão;
Que passam a tossir, cansadas, com olheiras,
Ganhando em todo o dia apenas um tostão,

Curvadas a coser o lânguido veludo,
O irritante cetim dos grandes enxovais,
Das princesas do Banco, herdeiras disto tudo;
Depois indo morrer nos tristes hospitais!

São os pobres heróis que os seus irmãos combatem;
Que morrem sob o peso enorme dos canhões,
E o cortejo de mães pedindo aos reis que as matem
E os reis fazendo rir das suas maldições!

São da lúgubre noite umas flores sem nome
Batidas muito já dos grandes vendavais,
Que, porque sentem frio ou porque sentem fome,
Derramam pelo seio aromas triviais

E fingem depois ser aparições divinas,
Erguendo um pouco a saia, a fímbria sensual,
Abrindo um vil leilão de beijos, nas esquinas,
Aos apetites vis da multidão brutal!

São mineiros sem luz; são velhos britadores,
Que o contato da pedra um dia endureceu,
Queimados pelo sol, gelados nos horrores
Do túmulo cruel que em vida os recebeu!

São aqueles heróis, enfim, dos grandes sonhos,
Que sentiram na terra as vastas corrupções
E às turbas apontando uns mundos mais risonhos
Tentaram espedaçar os últimos grilhões

E que passam também um tanto contristados,
Talvez cheios de tédio, ao verem que hoje, nós,
Os deixamos seguir ainda apedrejados
Não raro desprezando a sua augusta voz!

E a grande multidão de mártires sublimes,
De tristes seminus, constante a caminhar,
Aos céus erguendo as mãos, queixando-se dos crimes
Dos déspotas que aos pés não cessam de os calcar!

A fila tenebrosa, a procissão de vítimas,
Aumenta mais e mais; não deixa de crescer!
E do estigma cruel das penas mais legítimas
Em muita fronte bela um traço podeis ver!

Caminhe muito embora: a sorte é sempre vária
E a turba sofredora, ó grandes bem sabeis,
Podia dividir a túnica cesárea
Lançando aos que estão nus a púrpura dos reis!



EVOCAÇÃO

Levanta-te Romeu do túmulo em que dormes
E vem sorrir de novo à boa, à eterna luz!
De noite, ouço dizer que há sombras desconformes
E as noites do passado, oh, devem ser enormes
Na atonia fatal das larvas e da cruz!

Conchega gentilmente ao peito carcomido
Os restos do teu manto: — assim, que bem que estás!
Na terra hão de julgar-te um grande Aborrecido
Que busca desdenhoso o centro do ruído
Nas horas vis do tédio e das insônias más.

O mundo transformou-se; aquele fundo abismo
Do antigo amor fatal, fechou-se duma vez,
E tu filho gentil do velho romantismo,
Tu vens achar dormindo o rude prosaísmo
No berço onde sonhava a doce candidez!

No entanto podes crer; faz muito menos frio
À luz do novo sol; do gás provocador;
E o século apesar de gasto e doentio,
Não pode já escutar o cântico sombrio
Que fala de ideais e coisas sem valor!

Em paz deixa dormir a terna Julieta
Que aos céus ainda por ti levanta as brancas mãos;
E enquanto por mim corre a tétrica ampulheta,
Da musa alegre e vil da torpe cançoneta
Saudemos a nudez a par dos bons pagãos!

Nas praças, tu bem vês; a turba prazenteira
Inunda-se na luz de mil constelações!
E os arcanjos da rua assomam na poeira
Que exala o macadame, trazendo em cada olheira
O astro criador das grandes sensações!

E quando a cotovia à estrela matutina
Mandar a saudação. Lá fora, em pleno céu,
Romeu tu beijarás, que é tua eterna sina,
A trança da beleza anêmica e franzina
Que entre os fumos da festa, a amar, adormeceu!



BOAS NOITES COVEIRO

Boas noites coveiro: a tua enxada
Não cessa há tanto tempo de cavar?!
Cavaleiro da morte, ó fronte desolada,
Não sentes a mão trêmula e cansada
De tanto trabalhar!

Tu esperas hoje as legiões sombrias
De mortos, que eu suponho ao longe ver?
Os felizes caídos nas orgias
E os tristes que além todos os dias
O gelo vem colher?!

Que imensa vala aberta! São medonhos
Os risos dessa boca infame, alvar!...
Descansa dos teus dias enfadonhos!
— Eu cavo a sepultura dos teus sonhos
Não posso descansar!


FLOR DA MODA

Alice, o turbilhão das salas elegantes,
Começa a entristecer; ninguém sabe porquê!
Aquela flor doente amava muito dantes
As festas, o ruído, as coisas deslumbrantes,
Agora é desolada e penso que descrê.

Que tédio se abrigou na vaga transparência
Dum todo tão sutil, aéreo, divinal,
— moderna criação da santa decadência,
Que alia gentilmente às pompas da regência
Os indecisos tons dum ar sentimental?!

Arcanjo por quem és! Desvenda esse mistério
Das vagas opressões da tua insônia má,
E diz-me o teu sonhar visão do baixo império,
Vestal que amas o gás e tens o fogo etéreo
Na conta duma coisa um tanto usada já!

No idílio pastoril das noites venturosas
Não sonhas tu decerto, e raro o hão de sonhar
Num mundo todo nosso, as belas desditosas
Que em trinta anos de fogo as suas velhas rosas
Nos grandes vendavais sentiram desbotar!

E quando a augusta voz do mar ou das florestas
Abala o coração dos justos e dos bons,
Bem sei que tu não vais, fugindo às grandes festas,
No amor das castelãs cismar entre giestas
Com medo que te acorde a bulha dos wagons!

Eu sei talvez teu mal! A febre que hoje sentes
Abrasa a geração de lírios ideais
Que passam, como tu, galantes e doentes,
Dum amor desordenado às causas dissolventes,
Às vozes da guitarra e aos cantos sensuais!...

E tem de os consumir a grande nostalgia
Dum mundo mais à moda e menos trivial,
Onde haja um grande caso, ao menos, cada dia
E se possa esquecer a vil monotonia
De tudo que nos cerca: — Alice eis o teu mal!

No entanto eu sei que és boa: apenas das insônias
A febre, mãe cruel de estranhas sensações,
Na fria placidez do gás e das begônias
Constrói na tua mente as grandes babilônias
Dum mundo extraordinário e monstro de visões!

Tocou-te um mal galante: és tênue e caprichosa:
És boa e fazes gala em que te julguem má.
E sentes sobretudo uns tédios cor-de-rosa
E os êxtases cruéis duma mulher nervosa:
Se existe a mulher-flor, tu és a flor de chá!

E chame-te o bom Deus ao foco aonde brilha
Aquela eterna luz, amor dos imortais,
Que tu amortalhada em rendas e escumilha
Achar deves, talvez, da moda, ó terna filha,
O céu modesto um pouco e os anjos triviais!



Ó MÁQUINAS FEBRIS!

Ó máquinas febris! Eu sinto a cada passo,
Nos silvos que soltais, aquele canto imenso,
Que a nova geração nos lábios traz suspenso
Como a estância viril duma epopeia de aço!

Enquanto o velho mundo arfando de cansaço
Prostrado cai na luta; em fumo negro e denso
Levanta-se a espiral desse moderno incenso
Que ofusca os deuses vãos, anuviando o espaço!

Vós sois as criações fulgentes, fabulosas,
Que, vibrantes, cruéis, de lavas sequiosas,
Mordeis o pedestal da velha Majestade!

E as grandes combustões que sempre vos consomem
Começam, num cadinho, a refundir o homem
Fazendo ressurgir mais larga a Humanidade!



A CRISTO

Precisamos Jesus, se não Te sentes velho,
Que cinjas novamente o resplendor da luz
E venhas explicar a letra do evangelho
A muitos que hoje vês prostrados ante a cruz!

Ainda não cessou, de todo, essa contenda
Que um dia, há muito já, tentaste debelar:
E aqueles que são bons e adoram Tua lenda
Desejavam também ouvir-Te hoje falar.

Apenas ressoasse o Teu verbo indignado,
O látego febril das grandes corrupções,
Iria atrás de Ti um mundo revoltado
Que sente na consciência a luz das redenções.

E embora não houvesse, aqui, outra alma gémea
Da Tua, e tão ungida em bálsamos dos céus,
Havias de encontrar essa alma de boêmia
Que sonha uma justiça e sente em si um Deus!

Mas não, não voltes cá: Teu corpo combalido
Não pode suportar os gelos da manhã.
Precisavas de pão, de abrigo e de vestido
E a vida aqui é cara e longo o macadam!

Terias de encontrar, decerto, mil estorvos
No mundo revolvido, e escuta-me Jesus:
Se não fosses, enfim, comido pelos corvos
Talvez Te fuzilasse um cura Santa-Cruz!

Serias apontado a dedo, muitas vezes,
Como um simples bandido, um agitador feroz,
E haviam de esconder seus ouros os burgueses
Apenas ressoasse, ao longe, a Tua voz!

Depois vinhas achar a par do proletário,
Ao pé do que se inunda em bagas de suor,
Aquele velho Pedro, agora milionário,
E triste por pensar que já esteve melhor!

E perto do ócio vil à sombra do qual medra
O egoísmo feroz que extingue o coração,
Lutando todo o dia o britador de pedra
A quem à noite espera, em casa, um negro pão;

E uns pequenos sem cor; talvez cheios de fome,
Com pouca luz no olhar; atrofiados, nus;
Abrindo os olhos muito à côdea que ele come
E indo-se deitar sem roupas e sem luz!

Assim deixa-Te estar. O Teu cadáver triste
Recende uma fragrância etérea e divinal,
Enquanto o mundo segue e vai de lança em riste
Sem tréguas combatendo as legiões do Mal!

Tu foste o paladino, o trovador sagrado,
Que falaste do amor, da paz e do perdão,
E o ferro que varou Teu corpo lado a lado
Contudo inda reluz altivo em muita mão!

Nós, hoje, quando em luta erguemos sobre a liça
O gládio vingador das opressões cruéis,
Soltamos, num sorriso, o nome da Justiça,
E há quem saiba morrer sem bênçãos nem lauréis!

Descansa pois Jesus! Bem basta que Tu sintas,
Nesse velho sepulcro, o imenso vozear
Dos mineiros sem luz, das legiões famintas,
Que nunca, um dia só, deixaram de lutar,

Mas que hão de enfim vencer, porque a suprema essência
A jorros cai do céu nas mãos dos Prometeus,
E tanto vai subindo a vaga da consciência
Que um dia há de abismar-se em nós o próprio Deus!



EU TIVE UM SONHO ESTRANHO

Eu tive um sonho estranho: ouvi que vou dizê-lo.
Era em praia deserta, em frente a um longo mar:
Nos céus havia a névoa, a mãe do Pesadelo,
E o vago, o incerto, o informe em tudo a oscilar!

De súbito surgiu, na praia, uma criança
De olhar profundo e bom, de angélica expressão,
E o mar contemplou com tanta confiança
Que nem que visse nele o berço dum irmão!

Mas a vaga subindo, em cada extremo arranco
Levando ia consigo aquela flor dos céus!
E em breve só boiava um tênue vulto branco
No mar onde flutua o espírito de Deus!

Mais tarde à beira-mar chegava a pura imagem
Da mais casta mulher que em vida pude ver.
Detinha-se distante: — a espuma da voragem
Só meia extenuada aos pés lhe ia morrer!

O imenso mar, porém, crescia a cada instante
Mais turvo e mais veloz! Depois... Não quis ver mais.
Ergui-me e caminhei de vale em vale errante
Pensando tristemente em coisas ideais!

Ao longe, muito além, na serra desviada
De súbito encontrei — ó estranha aparição!
Uma pobre velhita enferma e desolada
Trazendo já no olhar a grande cerração!

Que ideia me assaltou não sei dizê-lo agora.
Aonde iria o espectro, aquela sombra vã?
Iria aonde vai o que ontem foi aurora
E aonde irão também as rosas de amanhã?...

Dos meus instantes bons, ó lúcida quimera,
Bem vês que os sonhos maus são fáceis de esquecer!
Que importa a grande noite em plena primavera,
Que importa o que tu foste, o que és, e o que hás de ser!!



O GRANDE TEMPLO

Eu não trajo o burel do magro cenobita
Nem me posso infligir cruéis macerações;
Mas não rio de alguém que busca a paz bendita
No seio casto e bom das grandes solidões.

Bem sei que há na montanha aromas penetrantes
E certas vibrações que podem fazer mal;
Mas se é preciso Deus, direi que é melhor antes
Amá-Lo com fervor no templo universal!

Enquanto sobre o altar das serras azuladas
Mil lâmpadas do céu derramam toda a luz,
Nas velhas catedrais, já meio arruinadas,
O tempo — o grande verme! — até devora a cruz!

Depois é fácil ver, por entre os arabescos,
Que a arte sensual traçou com tanto amor,
As vezes, o sorrir dos Sátiros grotescos
Pungindo cruelmente a face do Senhor.

Ou mais; podemos nós voar todos cativos
Do sereno ideal, daquele sumo bem,
Ao vermos tanta vez os Faunos mais lascivos
Olhando de revés a virgem nossa mãe?!

E ainda mil traições: as músicas, as flores,
Os lindos serafins voando todos nus;
Da seda que se arrasta os lânguidos rumores,
Do incenso as espirais; os turbilhões de luz!

Oh! Visto haver de tudo; aromas e decotes,
O vinho cintilante, a viva luz do gás;
Que a vossa rouca voz, pomposos sacerdotes,
Não cante apenas Deus; que solte alguns hurras!

O fumo dessa festa, a mim, pouco me assusta.
Se eu quero alguma vez fugir do pó, voar,
Eu tenho o vale profundo ou a floresta augusta,
As montanhas, os céus, e o belo, o vasto mar!

Da casta natureza ó templo gigantesco,
Tu és mais amplo, sim; mais livre, muito mais!
O meigo e doce olhar do Cristo romanesco
A multidão gentil não chama aos teus umbrais.

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