segunda-feira, 24 de abril de 2017

Um poema de André Chennevière

Poema
De: André Chennevière
Tradução: Alphonsus de Guimarães Filho

Ah! ver o mundo pela primeira vez
Ser esse viajante que chega a uma cidade desconhecida
Onde nada  é lembrança!

Ver tudo o olhar novo de uma criança
Que se espanta, e cujos olhos têm a profundeza estranha
Desses olhares que pesam sobre o mundo.

Nada mais desejar que uma grande solidão
E que o olvido total! E ir-se embora como um animal ferido
Que vai lamber suas chagas na sombra e no silêncio!

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