segunda-feira, 10 de junho de 2019

A Maluca d'A dos Corvos (Conto), de Conde de Ficalho



A Maluca d'A dos Corvos

A primeira vez que a vi, passava eu a cavalo para uma caçada na serra. Era de manhã cedo — uma admirável manhã de janeiro. A única rua d'A dos Corvos trepava pela encosta íngreme até à igrejita, que, lá no alto, toda caiada, recortada no cobalto lavado do céu, com a sua cúpula redonda e os seus eirados chatos, tinha uns ares de marabout árabe.

Iluminada horizontalmente pelo Sol, que se ia penas levantando, a aldeia parecia acordar, ainda inteiriçada e trêmula do frio da noite. A erva alvejava, coberta de geada; e as estrumeiras, revolvidas pelos porcos, fumavam na friagem úmida. Algumas mulheres abriam as portas, varriam a rua, em saias de baixo de baetilha amarela, os lenços vermelhos atados nos cabelos. No ar fino, de uma transparência excessiva, os tons destacavam-se nítidos, um pouco crus, sem esbatidos, como postos à primeira em um estudo do natural. E os sons: o martelo do ferrador no alpendre ao cimo da rua, as vozes alegres dos rapazes jogando a pata-galharda, o canto conquistador dos galos nas cevadas dos ferrejais, ouviam-se ao longe, nítidos também, numa vibração clara e seca.

À superfície de toda a cena havia aquela tranquilidade rústica, que tantas vezes provoca a reflexão banal e falsa:

— Que bom seria viver aqui, longe dos cuidados do mundo!

Ao voltar a esquina do muro de um quintal, vi na estrada uma mulher rota, descalça, muito miserável; mas conservando na figura e no andar uns restos de mocidade e de elegância. Não levava chapéu, nem lenço na cabeça; e os seus cabelos pretos, fartos e crespos, cobriam-lhe toda a testa, coroando-a de uma massa escura e singular, que me recordou a Salomé de Regnault. Quando ouviu junto de si o ruído dos cavalos, voltou-se de súbito; e, afastando da cara as madeixas soltas com um gesto violento, fitou em mim os olhos grandes, luminosos, numa expressão intensa e dolorosa de interrogação. Foi apenas um clarão instantâneo. A luz apagou-se, e, baixando a cabeça com um sorriso idiota, apertou contra o peito, carinhosamente, um embrulho informe de trapos, como se acalentasse uma criança. Nisto, os rapazitos, que tinham descido a rua para examinarem de perto os cavalos, viram-na e começaram a gritar:

— Olha a maluca! olha a maluca!

Ela então, assustada, conchegou mais ao peito o embrulho de trapos, como se o quisesse livrar de algum perigo, e, deitando a correr, escondeu-se atrás dos muros dos quintais.

Fez-me impressão o olhar daquela desgraçada, e a primeira vez que me encontrei com D. Jesus Serrano, perguntei-lhe se conhecia a rapariga doida d'A dos Corvos.

D. Jesus era um tipo originalíssimo — um liberal espanhol, condenado à morte pelo governo de Narvaez, que havia muitos anos se estabelecera ali na raia, onde vivia da sua clínica. Distinto médico, formado em Salamanca, diziam uns; simples curandeiro, afirmavam outros. Nunca se soube bem ao certo que cartas tinha; nem creio que as autoridades averiguassem este ponto com muito zelo. E fizeram bem ele curava e matava como qualquer outro. Médico ou curandeiro era um excelente homem, sempre pronto a acudir aos pobres, sempre a cavalo pelas estradas ao sol e à chuva, com um casacão de peles, muito roçado, no Inverno, e uma extraordinária sobrecasaca de chita de ramagens no Verão. A quatro ou cinco léguas em roda conhecia toda a gente, nas mais pequenas aldeias, nos mais afastados montes e malhadas; e quando lhe perguntei pela doida, respondeu-me logo no seu português especial:

— Ah! Mariana, la pobre. Si à conheço. E qué bonita foi!... qué triste caso!

E contou-me a história da rapariga — uma história velha, sabida, de uma simplicidade extrema.

A Mariana era filha de uma pobre mulher d'A dos Corvos, que ficara viúva, sendo ela criança. A mãe trabalhava fora, enquanto a pequena brincava solta pela rua e pelos campos, crescendo ao ar livre, trepando às azinheiras, buscando bolotas pelos montados, e medronhos ou murtinhos pelos matos. Depois, já crescidita, começou também a ir ao trabalho; e aos dezoito anos tinha-se feito a mais graciosa rapariga da aldeia, e de todos aqueles contornos. Alta, delgada, direita e flexível como um vime, era um gosto vê-la voltar do trabalho, andando na estrada num passo que poucos homens acompanhavam, ou vê-la descer, correndo com as outras, uma encosta fragosa, cortando o esteval denso, saltando de pedra em pedra com a segurança de uma cerva. Mas o seu encanto estava sobretudo nos admiráveis olhos pretos, e no olhar fundo, meigo, que se escontrava a custo, abrigando-se tímido e arisco sob as longas pestanas negras.

De ser muito bonita e um tanto esquiva, não lhe resultava grande popularidade entre as outras raparigas; mas era muito procurada pelas manajeiras, como uma boa trabalhadora, sempre pronta ao sol e ao frio, valente no apanho, nas mondas, nas descardas, nas ceifas... nas ceifas alentejanas! As ceifas ardentes de junho, nos cevadais altos, pelas quebradas abafadiças dos montados, quando os levantes abrasam, quando o calor se vê positivamente se vê — dançando no ar fremente, quando à hora do meio-dia tudo se cala, mesmo o ruído estridente das cigarras, e só se ouve, ao longe, o canto triste das rolas nas grandes azinheiras copadas dos barrancos. E aí, de Ibice na mão, a cinta flexível curvada, a Mariana podia pôr-se ao lado de qualquer trabalhador desembaraçado.

A mãe e a filha viviam bem. Duas mulheres sós, sadias, trabalhando no campo, não passam privações. Os ganhos da azeitona até chegavam largamente para as elegâncias da Mariana. E que bem lhe ia qualquer coisa! Como os olhos pretos brilhavam sob a aba curta do chapéu novo de Braga! Como um pobre lencinho de chita encarnada dava valor ao tom quente da pele morena; aos beiços vermelhos, sombreados por um buço tenuíssimo, deixando entrever, nos raros sorrisos, os dentes pequeninos!

Veio o ano da novidade grande de azeitona — aquele ano em que os lagares moeram até ao Santo Antônio — e a Mariana foi com a mãe para o rancho da Sovereira Formosa, a maior herdade do concelho.

O filho do lavrador e proprietário da Sovereira, o João, um rapaz de vinte e três ou vinte e quatro anos, namorou-se da nova azeitoneira. Nunca o apanho foi tão bem vigiado como naquele ano. De manhã à noite o João acompanhava o rancho, fumando cigarros, encostado às oliveiras, com a rédea do cavalo castanho passada no braço. Quando ao recolher ele dava relação exata dos sacos, que tinham entrado no lagar, o pai ficava satisfeito de o ver assíduo no trabalho, ativo, esquecido da espingarda e dos galgos; mas no rancho a corte do João à rapariga d'A dos Corvos era o assunto de todas as conversas.

Não lhe era fácil falar à Mariana. Ela, lisonjeada mas tímida, evitava as ocasiões; e sessenta pares de olhos femininos observavam-lhe os manejos com uma curiosidade, não talvez mais intensa, mas decerto mais grosseiramente indiscreta do que aquela com que nas salas se observam manejos muito semelhantes. Tinha de esperar horas para lhe dirigir a furto duas palavras quando ela ia levar azeitona aos carros — dias para a encontrar só no caminho da fonte, quando lhe chegava a vez de ser aguadeira. E então a Mariana apressava o passo, com os olhos baixos, fugindo às declarações, rendida já mas arisca, batendo-lhe o coração de medo, de vergonha, não sabia o que, com o bater precipitado e violento de um coração de passarito apertado na mão.

Um dia esperou-a na volta da fonte, num vale arredado do olival; e aí deteve-a quase à força, dizendo-lhe tudo, roubando-lhe um beijo, enquanto ela, os olhos cravados no chão, as faces acesas, passando nos dedos a bainha do avental de batido, deixava escapar uma confissão e uma promessa.

Quando terminou a colheita da azeitona, o cavalo do João aprendeu bem depressa o caminho d’A dos Corvos. A rapariga fugia de casa, e ia encontrar o namorado fora da aldeia, no vale, atrás dos silvados do barranco.

Não sei se ele lhe falou do futuro, se lhe prometeu casamento — é provável que não. A Mariana deu-se sem pensar, sem cálculo, sem exigir garantias; deu-se com a sua inexperiência de selvagem, com os impulsos do seu coração, com os ardores do seu sangue de serrana vigorosa e forte. Mas deu-se toda e para sempre, e julgou que a tinham tomado para sempre.

Meses depois a mãe ia só ao trabalho, porque a rapariga já não podia dissimular o seu estado sob as pregas do xale de lã, e, envergonhada, ficava em casa.

Por este tempo levava o proprietário da Sovereira Formosa muito bem encaminhadas umas negociações para casar o filho com a D. Angélica — um excelente casamento.

Trinta e cinco ou quarenta anos antes, o pai de D. Angélica viera da Covilhã para caixeiro de uma loja na vila próxima. Era uma lojita fria, úmida, escura, ao cimo da Rua Nova, onde se vendia de tudo: chitas e manteiga, pano cru e açúcar, pregos e velas de sebo. O beirãozito passou ali anos ao balcão com os mesmos sapatos de ourela, e o mesmo casaco cor de mel, ensebado, com que viera da terra. Tinha o gênio da usura; privava-se de tudo com uma sordidez enérgica, vivendo de pão de rala e alhos crus, e emprestando a juros os tostões do seu pequeníssimo ordenado.

De repente soou na vila uma notícia extraordinária: o caixeiro ia casar com uma sobrinha ou afilhada — ou talvez algum parentesco mais próximo — que o velho e rico prior de Santo Antônio tinha em casa. Isto deu que falar. Disse-se que o casamento era forçado; que o prior encontrara alta noite no quarto da sobrinha o aspirante da alfândega, um meliante de Lisboa, que tocava o fado, e se embebedava regularmente às quintas e domingos na hospedaria das Silveiraso O caixeiro fora então chamado a reparar culpas, que não com etera. Mas — observava neste ponto da história o velho Serrano — isto nunca se soube bem ao certo, e a calúnia não poupa ninguém... seria capaz de não poupar Nosso Senhor Jesus Cristo, se cometesse a insigne imprudência de voltar ao mundo.

Fosse como fosse, o caixeiro casou; e então, com o dinheiro do prior, tomou a loja de trespasse, e alargou as suas operações de usura, que passaram a chamar-se operações de crédito. Teve também comissões de Lisboa — comprava cevadas e azeites.

Anos depois, o prior morria, deixando-lhe um bom lote de fazendas, e — diziam — uma grande arca, toda cheia de velhos cruzados novos. Nas mãos do beirão a fortuna do prior medrou. As fazendas arredondaram-se: com uns foros da Misericórdia, comprados barato; com uns milheiros de vinha, penhorados por uma dívida de cem mil réis a uma viúva pobre; com uns olivais, entregues na liquidação final de contas obscuras. E agora, o lojista da Rua Nova era um personagem, um dos maiores entre os quarenta maiores contribuintes, grande influente eleitoral, tendo o seu palacete na Praça, de frontaria bem caiada, com frisos verdes de cimalha, e globos de vidro amarelo nas grades das janelas.

O cruzamento do beirão com a alentejana não fora feliz a sua filha única, D. Angélica, não era bonita. Grossa, corada, luzidia, dada a atavios vistosos... francamente não era bonita. Mas que boa dona de casa! Econômica, madrugadora, severa com as criadas, e tendo — como a imortal Dulcineia — a melhor mão para salgar porcos de toda a província!

O lavrador da Sovereira tinha umas contas com o lojista — quem as não tinha? De ano para ano as contas iam-se enredando, complicando-se em misteriosos labirintos de juros de juros. Lembrou-se de as saldar pelo casamento do filho. Mandou sondar o terreno; e as suas propostas foram bem recebidas. O lojista conhecia-lhe os negócios a fundo, sabia que os seus embaraços não eram graves; e depois uma aliança com os Se abras da Sovereira lisonjeava-lhe todas as vaidades.

Quando o pai lhe falou no casamento, o João ficou muito atrapalhado. Custava-lhe deixar a M ariana, e naquele estado. Tinha pena da rapariga, e tinha medo do seu gênio violento... de um disparate. Resistiu a princípio. Então toda a família o rodeou, dando-lhe bons conselhos.

O tio João Máximo, quando soube que a hesitação do sobrinho procedia do escrúpulo de deixar uma azeitoneira d'A dos Corvos, riu a bom rir, segurando as ilhargas gordas nas mãos curtinhas, com grupos de pelos ruivos pelas falanges.

— Já não há rapazes! — dizia-lhe ele. — Vocês não sei o que me parecem. Então a gente há de estar com essas coisas?

Elas lá se arranjam... lá se arranjam...

E contava-lhe as suas aventuras de D. João de aldeia. Tinha sido a Catarina, e a Benta, e mais a Isabel, e a Joana da horta, e a Conceição da estalagem — uma hecatombe de mondadeiras. Hecatombe não é bem a palavra, porque, a acreditar no que dizia o tio João Máximo, todas elas prosperaram. A Catarina tinha casado, e também a Benta; a Conceição pôs uma venda; a Isabel estava agora de criada grave em casa do juiz de Direito, que era solteiro.

Estavam todas bem estabelecidas, gordas e perfeitas.

-... Elas lá se arranjam... lá se arranjam... E olha — terminava o tio João Máximo — o melhor que a gente leva cá deste mundo é... rir e divertir-se sem estar lá com essas coisas!

A tia Doroteia não levava o caso tão placidamente; irritava-se:

— Umas doidas! umas... — é necessário expurgar cuidadosamente o vocabulário da tia Doroteia, que no entanto era uma honesta senhora — umas doidas sem-vergonha que andam metidas com um e com outro! Que sabes tu se lhe deves alguma coisa?

O João não respondia, macambúzio, metido no quarto, numa resistência passiva. Então o pai levou-o por bem, contando-lhe os seus embaraços, pintando-lhe as opulências da Soverina Formosa quando as dívidas estivessem todas pagas, mostrando-lhe, no futuro, uma vida farta, à vontade, caçadas, bons cavalos, viagens a Lisboa. Disse-lhe que dariam alguma coisa à Mariana, que a não deixavam desamparada. E que mais queria ela? que podia ela esperar?

Afinal o João cedeu. Prometeu ir À dos Corvos, desenganar a rapariga, acabar tudo. Foi, mas teve medo da crise adiou-a. Disse só que ia para a vila tratar de uns negócios, demorava-se um mês, talvez mais, depois voltava. Deixou a rapariga lavada em lágrimas; mas segura, sem uma suspeita.

Passou um mês, passaram dois e mais. A Mariana, sentada agora junto do berço do filho, contava os dias e às horas. Não lhe chegou aos ouvidos a notícia do casamento.

— A dos Corvos fica tão arredada de tudo, e ela vivia tão só!

Uma manhã, voltava de longe, do mato, com um feixe de lenha à cabeça, e a criança ao colo, abrigada pela ponta do xale de lã. De um cerro viu à distância, na estrada da vila, a bem conhecida traquitana da Sovereira Formosa. Viria ali o João? Bateu-lhe o coração tão violentamente que fechou os olhos, e teve de encostar-se a um chaparro para não cair. Veio descendo para a estrada, e quando a traquitana chegou perto viu dentro o seu João. Não viu mais nada, deixou cair o feixe de lenha e correu à carruagem, esfalfada, sem respiração, levantando o filho nos braços, dizendo só:

— Oh! João!

Vinha tão cega, com tanto ímpeto, que seria pisada se o almocreve não detivesse as mulas. Mas então... viu uma senhora ao lado dele. Dentro da carruagem, a D. Angélica perguntou numa voz áspera e agressiva:

— Que é isto? quem é esta mulher?

Vendo-o ficar em silêncio, amarelo, enfiado, acrescentou num tom mais azedo:

— Tu conheces esta mulher, João?

E ele, baixo, mas de modo que a Mariana o ouviu distintamente, respondeu, hesitando:

— Eu não... não sei quem é. Talvez... talvez esteja doida.

A rapariga recuou, como se esta palavra a empurrasse, e a D. Angélica gritou ao almocreve:

— Anda lá

— Doida! — dizia a Mariana, imóvel ao lado da estrada.

Percebia tudo, e quando a traquitana, que se afastava ao trote largo das mulas, se sumiu lá adiante na volta, sentiu que tudo se acabava. Num primeiro impulso deitou a correr pela encosta abaixo para a ribeira. Ia a direito, cortando o esteval alto, atravessando os balseiros, partindo as loendreiras, rasgando-se nas silvas, atirando-se à espessura brava do mato, como uma corça ferida. Embaixo, encarou o espelho frio da água na superfície tranquila do pego. Estava muito tranquila, retratando nitidamente as moitas de loendro florido da outra margem; enrugava-se apenas em círculos, que se alargavam docemente, quando a ponta da asa de uma andorinha a tocava no passar rápido. Estava muito tranquila nos recantos assombrados pelos balseiros, límpida, transparente, deixando a vista penetrar na fundura esverdeada.

A rapariga apertou o filho ao peito, e deitou-se ao pego.

Uns cortadores, que andavam por ali no montado, viram-na de longe correr para a ribeira, e seguiram-na. Dois ou três mais afoitos lançaram-se à água e puderam tirá-la a custo. Estenderam-na ao sol, de costas, na erva da margem. Branca, os olhos cerrados, os longos cabelos negros, desatados, cheios de água, espalhados sobre a relva florida, a chita molhada das roupinhas colada nas curvas firmes dos seios, a rapariga parecia morta. Passados momentos descerrou os lábios numa funda inspiração; uma onda leve de sangue tingiu-lhe as faces; as pálpebras tremeram.

Voltava à vida; mas ao peito apertava nervosamente o cadáver da criança afogada. Depois, sentada na relva, com os seus grandes olhos pretos, fitos, ininteligentes, conchegava o cadáver do filho num gesto terno, querendo aquecê-lo. Os cortadores forcejavam por lho tirar, docemente, com um toque carinhoso das suas mãos rudes. Um deles — o Chico da Bemposta, que na semana passada dera duas facadas no João da Benta — de joelhos ao pé dela, soluçava. Quando a separaram do cadáver, não percebeu; e, enrolando o seu xale molhado, apertou-o ao peito, acalentando-o com um sorriso triste.

Hoje a maluca vive com a mãe, que trabalha para a sustentar. Vivem muito pobres... muito esquecidas. Quem vai às vezes por casa delas, e lhes deixa sobre a mesa uns dez tostões, que lhe fazem falta, é o D. Jesus, o velho curandeiro.

O João está presidente da câmara municipal; e o sogro espera, por ocasião das eleições gerais, obter para ele o título de visconde.

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Pesquisa e adequação ortográfica: Iba Mendes (2019)

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