sábado, 21 de setembro de 2019

Lima Barreto: resumo biográfico



Lima Barreto: resumo biográfico

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no dia 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro, onde veio a falecer em 1 de novembro de 1922, o mesmo ano em que tivera início a Semana de Arte Moderna.

Aos seis anos fica órfão de mãe. Com a responsabilidade de sustentar a família, abandona o curso de Engenharia que começara no ano de 1897, ingressando como amanuense na diretoria do expediente da Secretaria de Guerra. Contudo, sua principal atividade estava na Imprensa, onde colaborou durante toda sua vida, escrevendo contos, crônicas, ensaios etc.

Filhos de pais mestiços teve a vida marcada pelo preconceito de cor, fato este que influenciara grandemente sua obra. Em consequência de problema com o alcoolismo, deixou-se internar num manicômio, onde escreveu anotações e experiências pessoais postumamente publicadas sob o título “Cemitério dos Vivos”.

Estreia sua vida literária em 1908 com o romance “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”. Escreveu, entre outras, as seguintes obras: “Triste Fim de Policarpo Quaresma” (1915), “Numa e a Ninfa” (1915), “Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá” (1919), “Histórias e Sonhos” (1920), “Os Bruzundangas” (1922), “Bagatelas” 91923) e “Clara dos Anjos” (1948).

Seu romance mais conhecido é “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, adaptado para o cinema em 1998, com o título “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil”, dirigido por Paulo Thiago.

Numa análise do professor Antônio Cândido, em seu livro “Iniciação à Literatura Brasileira”: “Contrariando as normas preconizadas, a sua escrita é cursiva e a mais simples possível, buscando o ritmo coloquial, despreocupada da “pureza vernácula”, frequentemente incorreta, parecendo desafiar intencionalmente a gramática. A sua tendência mais natural era o comentário jornalístico e a apresentação pitoresca de costumes, regidos pelo sarcasmo e dirigidos contra o pedantismo, a falsa ciência, as aparências hipócritas da ideologia oficial. Mas o bloco principal de sua obra é a narrativa, que deixa a impressão de esforço mal realizado, apesar da generosidade das posições. Nela se destaca o romance "O triste fim de Policarpo Quaresma" (1915), sátira quase trágica dos equívocos do patriotismo (muito invocado naquela fase inicial da República), onde conta a destruição de um inofensivo idealista pela realidade feia e mesquinha da política e dos fariseus.”

IBA MENDES

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