quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Redes sociais: a cultura do "dislike"

 

Redes sociais: a cultura do "dislike"

As redes sociais são também o campo mais fértil para o exercício da mediocridade.  E uma ferramenta bem propícia a esta prática diz respeito ao que se convencionou denominar entre nós de "dislike", que se traduz por "descurtir, desgostar". Sim, os medíocres adoram dar "dislikes", já que só precisam apertar um dedo e eles são aparentemente incapazes de fazer algo melhor do que isso. É claro, não me refiro às crianças e aos adolescentes, os quais são naturalmente frugais no que se refere ao pleno desenvolvimento da maturidade, mas a adultos sadios e com todos os dentes na boca, os quais fazem uso deste mecanismo como se através dele fossem revolucionar o mundo. É claro que ninguém é obrigado a "curtir" tudo o que ver na Internet, nem o "descurtir" significa necessariamente que a pessoa não seja capaz de fazer melhor. O indivíduo pode "dar dislike" por inúmeras razões, inclusive como uma forma legítima de "protesto". Também não me refiro a esses casos. A mediocridade, neste âmbito, consiste basicamente na incapacidade de não se reconhecer que nem tudo o que eu não gosto seja obrigatoriamente ruim. Embora possa mudar de tela num simples clique, o medíocre não faz isso sem antes desprestigiar o esforço alheio. O "dislike" funciona assim para ele como "um ponto de fuga", em que se refugia para esconder sua pobreza de espírito e sua intolerância. Em vez de fazer melhor ou não fazer nada, opta por fazer o pior e o mais fácil, ou seja: criticar!

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